Lula lidera em cinco estados e Flávio Bolsonaro em outros cinco, segundo pesquisa da Quaest divulgada em 6 de maio de 2026. O levantamento indica como se dividiria o eleitorado brasileiro caso o segundo turno fosse disputado entre os dois pré‑candidatos.

Contexto histórico da disputa presidencial de 2026
Nas eleições de 2022, o PT consolidou a presidência com Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o PL ainda não havia alcançado força nacional. Este cenário de 2026 marca a primeira vez que um senador do PL aparece como possível candidato ao segundo turno.
Metodologia da pesquisa Genial/Quaest

A empresa entrevistou 11.646 eleitores entre 21 e 28 de abril nos dez estados analisados, com margem de erro de 2 % em São Paulo e 3 % nos demais, e nível de confiança de 95 %. Os dados foram coletados por telefone e internet, seguindo as normas da Justiça Eleitoral.
Resultado do cenário Lula × Flávio Bolsonaro
Nos dez estados pesquisados, Lula aparece à frente em Minas Gerais, Pará, Ceará, Pernambuco e Bahia; Flávio lidera no Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro. Essa divisão geográfica reflete padrões regionais de apoio histórico.
| Estado | Líder no 2º turno (Lula × Flávio) |
|---|---|
| Minas Gerais | Lula |
| Pará | Lula |
| Ceará | Lula |
| Pernambuco | Lula |
| Bahia | Lula |
| Rio Grande do Sul | Flávio |
| Paraná | Flávio |
| Goiás | Flávio |
| São Paulo | Flávio |
| Rio de Janeiro | Flávio |
Outros cenários de segundo turno
No confronto Lula × Romeu Zema (Novo), o petista lidera em Pará, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Bahia, enquanto Zema vence em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Paraná; há empate no Rio Grande do Sul. Esses resultados sugerem que o Novo ainda tem penetração em regiões tradicionalmente conservadoras.
Já no embate Lula × Ronaldo Caiado (PSD), o petista lidera em oito dos dez estados, perdendo apenas em Goiás e Paraná, onde Caiado aparece à frente. O desempenho de Caiado indica forte apelo agrário nos centros de produção de grãos.
Precisão e confiabilidade dos números
A margem de erro de 2 % em São Paulo, capital econômico do país, garante maior robustez ao resultado naquele estado; nos demais, a variação de 3 % ainda permite inferir tendências claras. O nível de confiança de 95 % coloca a pesquisa entre as mais confiáveis do ciclo eleitoral.
Repercussão no mercado financeiro
Na manhã da divulgação, o Ibovespa recuou 0,8 % e o real desvalorizou 0,4 % frente ao dólar, refletindo a percepção de risco político em estados-chave como São Paulo e Rio de Janeiro. Analistas apontam que a polarização pode afetar investimentos em infraestrutura e energia.
Análise de especialistas em ciência política
Professores da USP e da Fundação Getúlio Vargas destacam que a divisão de apoio entre Norte‑Nordeste (Lula) e Sul‑Sudeste (Flávio) reforça a tradicional segmentação regional do eleitorado brasileiro. O estudo sugere que alianças partidárias serão decisivas para ampliar bases em estados‑pivô.
Implicações para a campanha e a Justiça Eleitoral
Com a possibilidade de segundo turno, os candidatos deverão adaptar suas estratégias de propaganda, respeitando as regras de financiamento e de propaganda eleitoral estabelecidas pela TSE. Qualquer mudança nas regras de propaganda digital pode influenciar o desempenho nos estados em disputa.
Cronologia da pesquisa
- 21/04/2026 – Início das entrevistas em Goiás, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Bahia.
- 28/04/2026 – Conclusão da coleta de respostas.
- 06/05/2026 – Divulgação dos resultados pela Quaest/Genial.
- 07/05/2026 – Publicação da análise pelo Poder360.
A Visão do Especialista
O professor de ciência política da FGV conclui que, se o segundo turno se confirmar entre Lula e Flávio, o resultado dependerá da capacidade de cada candidato de atrair eleitores indecisos nos estados de fronteira, como Paraná e Goiás. O próximo passo será a negociação de alianças regionais que podem reconfigurar o mapa eleitoral brasileiro.

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