Viih Tube e Eliezer fecharam um acordo histórico com o Ministério Público do Trabalho, pagando R$ 350 mil e encerrando o reality "As Patroas". O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi divulgado nesta quarta‑feira (29) pelo Metrópoles, trazendo o fim de um dos projetos mais polêmicos da internet brasileira.
Contexto histórico do reality "As Patroas"
O programa nasceu em 2024, quando o casal decidiu transformar a rotina dos seus empregados domésticos em conteúdo diário. A proposta "trabalhar com humor" rapidamente ganhou milhões de visualizações, mas também acendeu um debate sobre consentimento e exploração nas redes sociais.
Entenda o acordo e seus termos
O TAC determina o pagamento de R$ 350 mil por danos morais coletivos e a remoção total de todo o material em até 48 horas. Além disso, Viih Tube e Eliezer se comprometem a não produzir mais nenhum conteúdo que exponha trabalhadores a situações humilhantes, mesmo que haja "consentimento".
Reação da web
Hashtags como #AsPatroasFim e #MPTNaWeb explodiram no Twitter, acumulando mais de 1,2 milhão de interações em 24 horas. Influenciadores de nicho criticaram a postura do casal, enquanto fãs pediram desculpas públicas e prometeram "seguir o exemplo".
Bastidores da produção
Fontes próximas à produção revelaram que os empregados eram remunerados apenas com "vales‑presente" e horas extras não registradas. O contrato interno, que nunca chegou ao público, continha cláusulas de confidencialidade que foram quebradas após a denúncia ao MPT.
Impacto no mercado de influenciadores
Especialistas em direito digital afirmam que o caso cria um precedente de compliance para criadores de conteúdo. Agências de marketing já revisam seus termos de parceria, adicionando cláusulas de proteção ao trabalhador e auditorias de conteúdo.
Cronologia do reality e da controvérsia
- Junho/2024 – Lançamento do primeiro episódio de "As Patroas".
- Setembro/2024 – Primeiras críticas de sindicatos de empregados domésticos.
- Março/2025 – Denúncia formal ao MPT por violação de direitos trabalhistas.
- Julho/2025 – Audiência pública e pressão nas redes sociais.
- 29/07/2026 – Assinatura do TAC e anúncio da remoção dos vídeos.
Penalidades e valores do TAC
| Item | Valor | Observação |
|---|---|---|
| Indenização por danos morais coletivos | R$ 350.000 | Pagamento único ao fundo de direitos trabalhistas. |
| Multa por cláusula violada | R$ 50.000 | Aplicável a cada infração comprovada. |
| Multa por trabalhador prejudicado | R$ 5.000 | Por empregado que comprove dano. |
Análise de especialistas
Professores de direito do trabalho destacam que o acordo reforça a necessidade de consentimento informado e documentado. A exigência de vídeos educativos sobre direitos domésticos ainda é vista como "educação forçada", mas pode gerar maior conscientização.
Comparação com casos semelhantes
O escândalo "Casa dos Influencers", que também envolveu trabalhadores domésticos, terminou com um acordo de R$ 200 mil. A diferença aqui está na rapidez da remoção e nas multas progressivas, sinalizando uma postura mais rigorosa do MPT.
O que muda para os empregados domésticos
Os três vídeos que o casal deve publicar serão auditados por ONG's de direitos humanos antes da veiculação. Essa medida garante que as informações sobre férias, 13º salário e jornada sejam corretas e acessíveis.
Repercussão nas redes do casal
Após o anúncio, o Instagram de Viih Tube perdeu 120 mil seguidores, enquanto o número de visualizações dos últimos stories caiu 35%. O engajamento geral ainda é alto, mas a confiança do público parece abalada.
Expectativas de futuro
Analistas preveem que Viih Tube e Eliezer irão migrar para formatos "behind‑the‑scenes" sem participação de empregados. Projetos de "vlog de viagem" e "desafio culinário" já circulam nos grupos de produção.
A Visão do Especialista
Para o advogado trabalhista Dr. Carlos Menezes, o acordo marca um divisor de águas na regulação de conteúdo digital envolvendo relações de trabalho. Ele alerta que novos acordos poderão incluir cláusulas de auditoria externa e que influenciadores precisarão investir em assessoria jurídica para evitar sanções semelhantes.
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