A pesquisa Datafolha divulgada em 23 de maio de 2026 mostra que a aprovação e a desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula (PT) estão agora empatadas em 48%. O levantamento, realizado em 2.004 entrevistados em 139 municípios, indica uma redução da distância entre avaliação positiva e negativa, que chegou a seis pontos percentuais.

Gráfico de aprovação de Lula sobe, de acordo com pesquisa do Datafolha.
Fonte: www.brasil247.com | Reprodução

Contexto histórico da avaliação presidencial

Desde o início do mandato, o índice de aprovação de Lula tem oscilações marcantes, refletindo crises econômicas e políticas. Em fevereiro de 2025, a avaliação ótima ou boa atingiu seu ponto mais baixo (24%), enquanto a avaliação ruim ou péssima chegou a 41%.

Dinâmica da avaliação positiva e negativa

Gráfico de aprovação de Lula sobe, de acordo com pesquisa do Datafolha.
Fonte: www.brasil247.com | Reprodução

Na rodada mais recente, 38% dos brasileiros classificam a gestão como ruim ou péssima, contra 32% que a consideram ótima ou boa. A diferença de seis pontos representa a menor margem registrada nas últimas pesquisas.

Mês/Ano Avaliação Negativa (%) Avaliação Positiva (%) Diferença (pp)
Feb/2025 41 24 17
Abr/2025 40 29 11
Mai/2026 38 32 6

Indicadores de aprovação do presidente

O índice de aprovação subiu de 45% para 48%, enquanto a desaprovação recuou de 51% para 48%. Essa convergência aponta para uma estabilização da percepção pública, ainda dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Repercussão no mercado financeiro

Analistas de mercado associam a melhora nas avaliações à expectativa de políticas de estímulo, como o programa Desenrola 2.0. As ações de setores de consumo e energia apresentaram leve alta nas bolsas brasileiras nas semanas subsequentes ao anúncio da medida.

Visão de especialistas em ciência política

Especialistas destacam que a redução da diferença entre aprovação e desaprovação pode influenciar a agenda legislativa. Em entrevista, a professora de ciência política da USP, Ana Cláudia Silva, afirma que "o governo ganha margem para negociar projetos de reforma tributária".

Impacto nas simulações eleitorais

Na simulação de primeiro turno, Lula avançou para 40% frente a 31% de Flávio Bolsonaro, ampliando a vantagem de nove pontos. No segundo turno, a projeção passou de empate (45% cada) para 47% a favor de Lula contra 43% do senador.

Influência de escândalos recentes

O levantamento foi o primeiro completo após a divulgação de que Flávio Bolsonaro teria solicitado financiamento a Daniel Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro. Entre os que conhecem o caso, 64% consideram a conduta inadequada, o que pode ter contribuído para a queda na intenção de voto ao adversário.

Medidas de apelo popular adotadas pelo governo

Entre as iniciativas que reforçaram a imagem do presidente estão a revogação da "taxa das blusinhas" e a isenção do Imposto de Renda para rendas até R$ 5 mil. Tais ações são citadas como fatores de recuperação da aprovação entre a classe média.

Metodologia e confiabilidade da pesquisa

A Datafolha utilizou entrevistas presenciais realizadas nos dias 20 e 21 de maio, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07489/2026, garantindo transparência e rastreabilidade dos dados.

Aspectos legais e regulatórios

Conforme a legislação eleitoral vigente, pesquisas de opinião devem ser submetidas ao TSE para validação. O registro da pesquisa assegura que os resultados sejam utilizados dentro dos parâmetros legais para cobertura midiática e análise de cenário.

A Visão do Especialista

Para o analista político Carlos Mendes, a convergência entre aprovação e desaprovação sinaliza um ponto de inflexão crítico. Ele alerta que, embora a estabilidade atual ofereça espaço para avançar em reformas, qualquer retrocesso econômico ou escândalo político pode rapidamente ampliar a polarização e reverter a tendência positiva.

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