As semifinais da Copa do Mundo de 2026 prometem entrar para a história, colocando frente a frente seleções que buscam consolidar legados e quebrar longos tabus. Com Espanha, França, Argentina e Inglaterra ainda na disputa, os próximos jogos não serão apenas sobre vagas na final, mas também sobre marcas que podem redefinir a história do futebol mundial.

Equipe de futebol argentina e espanhola em campo, disputando um jogo de Copa.
Fonte: oglobo.globo.com | Reprodução

Argentina e o sonho do bicampeonato consecutivo

Após levantar a taça em 2022, a Argentina está a dois jogos de repetir um feito que apenas o Brasil alcançou na era moderna das Copas: conquistar dois títulos consecutivos. O último bicampeonato aconteceu em 1958 e 1962, com a lendária equipe liderada por Pelé e Garrincha. Sob o comando de Lionel Scaloni, os argentinos mostraram consistência tática e resiliência emocional, mantendo um retrospecto impecável em semifinais, com cinco vitórias em cinco disputadas.

Equipe de futebol argentina e espanhola em campo, disputando um jogo de Copa.
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O protagonismo, mais uma vez, recai sobre Lionel Messi, que tem sido o maestro desta equipe. Aos 39 anos, Messi não apenas lidera os sul-americanos dentro de campo, mas também busca consolidar seu lugar no panteão do futebol mundial. Já com 21 gols em Copas do Mundo, ele está em uma disputa acirrada com Kylian Mbappé pela artilharia do torneio e pela liderança no ranking histórico de gols.

Espanha: a invencibilidade que desafia a história

Com uma impressionante sequência de 36 jogos invictos, a Espanha está a um empate de igualar o recorde histórico da Itália, que permaneceu 37 partidas sem derrotas entre 2018 e 2021. Esta marca é reflexo de um trabalho consistente que começou após a renovação da equipe e culminou na chegada às semifinais de 2026.

O técnico Luis de la Fuente tem sido fundamental nesse processo, promovendo um jogo baseado na posse de bola e na versatilidade tática. A Fúria ainda não sofreu gols no tempo regulamentar nesta edição do torneio, evidenciando uma solidez defensiva que será crucial no embate contra a França.

França e o legado de Didier Deschamps

Se a Espanha busca recordes de invencibilidade, a França tem seu próprio capítulo a escrever. Didier Deschamps, técnico da equipe, está a um passo de se tornar o primeiro treinador a levar uma seleção a três finais consecutivas de Copa do Mundo. Campeão em 2018 e finalista em 2022, Deschamps é um dos nomes mais vitoriosos da história do futebol, com conquistas tanto como jogador quanto como técnico.

Além disso, Kylian Mbappé carrega a responsabilidade de liderar uma geração talentosa. Com 20 gols em Copas do Mundo, o atacante está em busca de superar Messi e se tornar o maior artilheiro da história dos Mundiais. A expectativa é que o confronto contra a Espanha seja um verdadeiro choque de estilos: a posse de bola e paciência espanhola contra o jogo rápido e vertical dos franceses.

Inglaterra: o longo caminho até a glória

A Inglaterra, por sua vez, luta para encerrar um jejum de 60 anos sem títulos mundiais. Desde a histórica conquista em 1966, em Wembley, os ingleses não voltaram a disputar uma final. Sob o comando de Gareth Southgate, a equipe tem mostrado evolução tática e mentalidade vencedora, características muitas vezes ausentes em campanhas anteriores.

Nesta edição, a Inglaterra combina um futebol físico com a habilidade técnica de jovens talentos como Jude Bellingham e Bukayo Saka. O lema "It's coming home" voltou a ecoar entre os torcedores, que acreditam que este pode ser o ano da redenção inglesa.

Confrontos diretos e estatísticas marcantes

Os duelos das semifinais colocam frente a frente seleções com histórias e trajetórias distintas, mas igualmente marcantes. Confira os principais números e retrospectos:

Seleção Semifinais Disputadas Vitórias Última Final
Argentina 5 5 2022
França 7 4 2022
Espanha 2 1 2010
Inglaterra 3 1 1966

Impacto global e repercussões

A Copa de 2026, a primeira com 48 seleções, já é um marco histórico. A presença de grandes potências nas semifinais aumentou o interesse global no torneio, gerando recordes de audiência e elevando o valor de mercado dos atletas envolvidos. Segundo estudos preliminares, o impacto econômico desta edição pode ultrapassar os US$ 15 bilhões, consolidando o futebol como um dos maiores fenômenos culturais e econômicos do planeta.

A Visão do Especialista

As semifinais da Copa do Mundo de 2026 não são apenas um espetáculo esportivo, mas um momento de celebração da história e da evolução do futebol. Seja pela busca da Argentina pelo bicampeonato, pela tentativa espanhola de igualar o recorde de invencibilidade, ou pela luta da Inglaterra e da França por reescreverem suas trajetórias, os próximos jogos prometem emoções e legados duradouros.

A Espanha e a França trazem consigo a força das escolas europeias, enquanto Argentina e Inglaterra representam continentes com uma paixão inigualável pelo esporte. Independentemente do desfecho, esta edição já entrou para a história como uma das mais competitivas e emocionantes de todos os tempos.

Equipe de futebol argentina e espanhola em campo, disputando um jogo de Copa.
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