Israel realizou ataques aéreos simultâneos no Líbano e em Gaza, deixando dezenas de mortos. As Forças de Defesa de Israel (IDF) lançaram bombardeios neste sábado (11) que, segundo autoridades locais, mataram cerca de 20 pessoas no sul libanês e sete no campo de refugiados de Al‑Bureij, na Faixa de Gaza.

Israel ataca Líbano e Gaza: cenas de destruição e vítimas em conflito.
Fonte: www.terra.com.br | Reprodução

O Ministério da Saúde de Beirute contabiliza 20 vítimas civis, entre socorristas e moradores. O ataque à região de Nabatieh resultou na morte de três paramédicos, elevando o número total de mortos desde o início das hostilidades entre Israel e o Hezbollah.

Na Faixa de Gaza, um drone israelense disparou dois mísseis contra um posto policial. O incidente em Al‑Bureij provocou sete óbitos e deixou várias pessoas feridas, quatro em estado grave, conforme informações da Defesa Civil controlada pelo Hamas.

Qual é o contexto do conflito?

O confronto entre Israel e o Hezbollah remonta a décadas de tensão fronteiriça. Desde o início de 2023, as trocas de fogo intensificaram‑se, culminando em ofensivas terrestres e aéreas que já contabilizam mais de duas mil mortes no Líbano.

Em Gaza, a guerra se estende desde outubro de 2023, após o ataque do Hamas a Israel. As forças israelenses responderam com uma campanha militar que já provocou milhares de vítimas civis e destruição de infraestrutura.

Quais foram as vítimas?

  • 248 mulheres
  • 165 crianças
  • 85 profissionais de saúde e socorristas
  • cerca de 6,4 mil feridos no Líbano
  • 7 mortos e múltiplos feridos graves em Gaza

Os números revelam um alto índice de vítimas femininas e infantis. As estatísticas do governo libanês apontam que a maioria dos feridos são civis não combatentes, refletindo o impacto humanitário dos bombardeios.

Repercussão internacional

Na ONU, vários países exigiram a cessação imediata das hostilidades. O Conselho de Segurança realizou sessões de emergência para discutir a escalada e possíveis sanções contra Israel.

Os Estados Unidos reiteraram apoio à segurança de Israel, ao mesmo tempo que pediram cautela. Em comunicado oficial, Washington destacou a necessidade de proteger civis em ambos os territórios.

O que acontece agora?

As Forças de Defesa de Israel mantêm operações de vigilância ao longo da fronteira libanesa. Enquanto isso, grupos armados libaneses prometem retaliações, aumentando o risco de um conflito mais amplo.

Organizações humanitárias alertam para a escassez de suprimentos médicos em Gaza. A ONU e agências de ajuda intensificam esforços para levar água, alimentos e assistência médica às áreas afetadas.

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