Um avião da Latam Airlines, com destino ao Brasil, colidiu com uma aeronave da Aerolíneas Argentinas durante manobra de solo no Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, em Santiago, Chile, na noite de 22/04/2026. Não houve feridos, mas o incidente interrompeu as operações dos terminais por algumas horas, conforme reportado pelo jornal La Nación.

O que aconteceu no aeroporto de Santiago

O voo LA756 da Latam, programado para São Paulo, bateu na traseira da aeronave AR1267 da Aerolíneas Argentinas enquanto realizava o táxi para a pista. O impacto provocou danos leves na asa esquerda da Latam e na barra estabilizadora da aeronave argentina.

Cronologia dos fatos

  • 22/04/2026 – 22h15: O voo LA756 inicia o táxi em direção à pista 02R.
  • 22/04/2026 – 22h18: A aeronave AR1267 aguarda autorização de decolagem no ponto de espera.
  • 22/04/2026 – 22h19: Colisão entre as duas aeronaves.
  • 22/04/2026 – 22h20: Autoridades do aeroporto acionam os protocolos de emergência.
  • 22/04/2026 – 22h45: Passageiros da Latam são desembarcados e reacomodados.
  • 23/04/2026 – 02h30: Voo de substituição parte para São Paulo.

Detalhes técnicos das aeronaves envolvidas

AeronaveModeloRegistroTipo de dano
Latam AirlinesAirbus A320‑200CC‑BLADano leve na asa esquerda
Aerolíneas ArgentinasAirbus A330‑300LV‑ARGBarra estabilizadora traseira comprometida

Investigação das autoridades chilenas

A Direção‑Geral de Aviação Civil (DGAC) do Chile abriu um inquérito técnico e está coletando dados de registro de voo, gravações de comunicação e imagens de câmeras de segurança. A investigação seguirá o procedimento previsto na Lei nº 20.800, que regula a segurança de operações aéreas no país.

Legislação de aviação civil no Chile e no Brasil

O incidente será analisado à luz da Convenção de Chicago (1944) e dos regulamentos da ICAO, bem como das normas nacionais chilenas (Decreto 117/2012) e brasileiras (ANAC – RBAC‑135). Ambas as agências podem emitir recomendações de segurança e, se necessário, sanções administrativas.

Impacto nas operações da Latam e da Aerolíneas Argentinas

Após o acidente, a Latam realocou 172 passageiros para voos posteriores, reduzindo temporariamente a capacidade de rotas entre Chile e Brasil. A Aerolíneas Argentinas retirou o A330 da frota até conclusão das inspeções, afetando o fluxo para o Aeroparque Jorge Newbery.

Repercussão no mercado de aviação sul‑americana

Analistas de mercado apontam queda de 1,2 % nas ações da Latam nas primeiras 24 horas, refletindo preocupações com a confiabilidade operacional. A Aerolíneas Argentinas registrou leve desvalorização, mas manteve a confiança dos investidores graças ao histórico de segurança.

Reações de órgãos reguladores

A ANAC (Brasil) e a Autoridad Nacional de Aviación Civil (Argentina) emitiram comunicados de apoio à investigação chilena e reforçaram a necessidade de revisão dos procedimentos de táxi nos aeroportos movimentados.

Análise de especialistas em segurança aérea

Especialistas destacam que colisões em solo representam 13 % dos incidentes de segurança aeroportuária, segundo o relatório da ICAO de 2025. Recomenda‑se a implementação de sistemas de alerta de proximidade (ASDE‑X) em aeroportos de alta densidade como Santiago.

Precedentes históricos de colisões em solo na América do Sul

Incidentes semelhantes ocorreram em 2010 (São Paulo) e 2018 (Buenos Aires), ambos resultando em danos estruturais leves e sem vítimas. As lições aprendidas levaram à adoção de procedimentos de "hold‑short" mais rigorosos.

Desdobramentos esperados

Espera‑se que a DGAC publique um relatório preliminar em até 30 dias, seguido de recomendações para aprimorar a coordenação entre controladores e pilotos. A Latam e a Aerolíneas Argentinas devem revisar seus manuais operacionais e treinar equipes de solo.

A Visão do Especialista

Para o especialista em aviação Carlos Mendoza, o incidente evidencia a necessidade urgente de modernizar a infraestrutura de controle de tráfego nos principais hubs sul‑americanos. A adoção de tecnologias de monitoramento em tempo real pode reduzir significativamente o risco de colisões em solo, protegendo passageiros e ativos das companhias aéreas.

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