O Esporte Clube Bahia, que iniciou o Campeonato Brasileiro Série A de 2026 com um desempenho defensivo promissor, vê sua solidez ruir nas últimas rodadas. Após figurar como a melhor defesa da competição ao longo das sete primeiras rodadas, com apenas três gols sofridos, o time agora acumula 16 gols contra em 14 jogos, um aumento de aproximadamente 333%. O colapso defensivo preocupa torcedores e coloca pressão sobre o técnico Rogério Ceni, que tenta encontrar soluções para ajustar o setor.

Do céu ao inferno: a queda da melhor defesa do campeonato
As primeiras sete rodadas do Brasileirão exibiram um Bahia sólido defensivamente, cedendo apenas três gols. O Esquadrão de Aço liderava o ranking defensivo da competição, superando inclusive equipes com elencos mais estrelados. No entanto, a partir da 8ª rodada, esse panorama mudou drasticamente. Em apenas sete jogos, o time sofreu 13 gols, comprometendo a regularidade que vinha apresentando até então.
Esse desempenho defensivo colocou o Bahia como a segunda pior defesa entre os times do G-6, atrás apenas do Fluminense, que sofreu 18 gols. Esse declínio não apenas afeta a confiança do elenco, mas também impacta diretamente o posicionamento do time na tabela.
Comparativo defensivo: números que preocupam
Os números ilustram a fragilidade defensiva recente. Confira a comparação entre os dois períodos do Bahia na Série A:
| Período | Jogos | Gols sofridos | Média de gols sofridos/jogo |
|---|---|---|---|
| Rodadas 1-7 | 7 | 3 | 0,43 |
| Rodadas 8-14 | 7 | 13 | 1,86 |
Os dados mostram que a média de gols sofridos por jogo aumentou mais de quatro vezes entre os dois períodos, saindo de 0,43 para 1,86. Esse salto estatístico reflete a perda de consistência defensiva que o clube sofreu durante a transição entre os dois blocos de jogos.
Impacto tático: o que levou à queda?
Do ponto de vista tático, o Bahia parece ter perdido a coesão defensiva que o caracterizou no início da competição. O sistema de marcação, antes compacto e eficiente, passou a apresentar falhas de posicionamento e erros individuais recorrentes. Como exemplo, o empate em 2 a 2 contra o São Paulo, pela 14ª rodada, evidenciou essas lacunas, com os dois gols adversários decorrendo de falhas de concentração e posicionamento.
Rogério Ceni, em entrevista coletiva, reconheceu a instabilidade defensiva e atribuiu parte do problema à perda de confiança do elenco. Segundo o treinador, a oscilação nos resultados impactou a mentalidade dos jogadores, levando a erros que não eram comuns nas primeiras rodadas.
Comparação com temporadas anteriores
Historicamente, o Bahia tem enfrentado dificuldades defensivas em suas campanhas na Série A. Em 2024, o time sofreu 45 gols em 38 jogos, enquanto, em 2025, esse número subiu para 52. A atual temporada, no entanto, apresenta um agravante: a queda de rendimento defensivo ocorre ainda no primeiro terço do campeonato, o que pode ser um indicativo de problemas estruturais mais profundos.
O fator psicológico: impacto da instabilidade
Além das questões táticas, o fator psicológico parece pesar sobre os jogadores. A confiança, tão essencial para o desempenho defensivo, foi abalada pelas recentes derrotas e pelo aumento de erros individuais. A falta de reação após gols sofridos tem sido uma constante, o que dificulta ainda mais a retomada do equilíbrio.
Lesões e mudanças no elenco
Outro ponto que não pode ser ignorado é a ausência de consistência na escalação. O Bahia enfrentou lesões de jogadores-chave na defesa, como o zagueiro titular Lucas Araújo, além de mudanças recorrentes no sistema defensivo, o que comprometeu o entrosamento do setor. A rotatividade entre os defensores e goleiros também contribuiu para a instabilidade.
Próximos desafios: como corrigir o rumo?
O Bahia agora enfrenta o desafio de reencontrar o equilíbrio defensivo em meio a uma tabela cada vez mais desafiadora. Os próximos adversários incluem equipes de alto poder ofensivo, como Palmeiras e Flamengo, o que torna a correção dos problemas ainda mais urgente.
Para Rogério Ceni, o foco deve estar em reestabelecer a confiança do elenco e solidificar o sistema defensivo, possivelmente com ajustes táticos e maior repetição de uma escalação base na zaga. Além disso, a equipe deve trabalhar para minimizar erros individuais que têm custado pontos importantes na competição.
A Visão do Especialista
O colapso defensivo do Bahia não é apenas uma questão de números; é um reflexo de problemas estruturais que precisam ser corrigidos rapidamente para evitar um impacto ainda maior na campanha do clube. A análise dos dados mostra que o time caiu de um desempenho de elite defensiva para um padrão preocupante em poucas rodadas.
Para os próximos jogos, ajustes táticos devem ser implementados com urgência, incluindo a definição de uma linha defensiva mais consistente e a recuperação psicológica dos atletas. Caso contrário, o Bahia corre o risco de comprometer a boa campanha inicial e ver suas aspirações por uma vaga em competições internacionais serem frustradas.
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