A Bélgica, uma das seleções mais bem ranqueadas pela FIFA e cabeça de chave do Grupo G na Copa do Mundo de 2026, ainda não conseguiu vencer em suas duas primeiras partidas na fase de grupos. Esse desempenho coloca a equipe em uma posição delicada, já que é a única entre as cabeças de chave que ainda não somou três pontos no torneio. O próximo compromisso dos belgas será contra a Nova Zelândia, em Vancouver, no próximo sábado (27/6), onde precisam desesperadamente de uma vitória para sonhar com a classificação para as oitavas de final.

Contexto histórico: a Bélgica e o status de cabeça de chave

A Bélgica entrou na competição como uma das seleções mais fortes, carregando o peso de ser a 4ª colocada no ranking da FIFA e mantendo uma consistência impressionante nos últimos anos. Desde 2014, os "Diabos Vermelhos" têm figurado como uma das potências globais, chegando a uma semifinal em 2018 e a um honroso terceiro lugar. No entanto, a equipe enfrenta um momento de transição, com veteranos como Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku em queda de rendimento e jovens talentos ainda buscando protagonismo.

O desempenho na fase de grupos até o momento

Na estreia contra o Egito, a Bélgica encontrou dificuldades para impor seu ritmo. Apesar de ter 63% da posse de bola, o time finalizou com precisão apenas 3 vezes no alvo, resultando em um empate por 1 x 1. Na segunda rodada, contra o Irã, a ineficiência ofensiva voltou a ser evidente. Mesmo com 15 finalizações, os belgas não balançaram as redes, encerrando a partida em um frustrante 0 x 0. Essa sequência trouxe questionamentos sobre o sistema tático implementado pelo novo técnico, que optou por uma formação 3-4-3 similar à usada por Roberto Martínez no passado.

Comparação com as demais cabeças de chave

Todas as outras seleções classificadas como cabeças de chave já conquistaram ao menos uma vitória nesta fase de grupos. Entre elas, equipes como México, Estados Unidos, Alemanha, França e Argentina permanecem com 100% de aproveitamento, demonstrando força e consistência tática. A tabela abaixo ilustra o desempenho das cabeças de chave até o momento:

Equipe Pontos Vitórias Empates Derrotas
Bélgica 2 0 2 0
França 6 2 0 0
Argentina 6 2 0 0
Alemanha 6 2 0 0

O impacto da ausência de vitórias

A falta de triunfos pressiona ainda mais o elenco belga. A terceira colocação no Grupo G reflete a incapacidade de transformar posse de bola em resultados efetivos. Com apenas dois pontos, a Bélgica depende não apenas de uma vitória contra a Nova Zelândia, mas também de uma combinação de resultados para avançar. Essa situação expõe o desequilíbrio entre o alto volume de jogo e a baixa conversão em gols.

Análise tática: o que está dando errado?

Os "Diabos Vermelhos" têm enfrentado problemas em ambas as extremidades do campo. No ataque, a falta de um centroavante em boa forma tem sido evidente. Romelu Lukaku, que chegou à competição com dúvidas sobre sua condição física, ainda não marcou. Além disso, a ausência de criatividade no meio-campo, especialmente sem o brilho de Kevin De Bruyne, tem dificultado a construção de jogadas incisivas.

Na defesa, o esquema com três zagueiros tem se mostrado vulnerável a contra-ataques rápidos, algo explorado tanto pelo Egito quanto pelo Irã. Isso levanta a necessidade de ajustes para o jogo decisivo contra a Nova Zelândia, que deve adotar uma postura mais reativa.

Próximos passos e cenários possíveis

Para garantir a classificação, a Bélgica precisa vencer a Nova Zelândia e torcer para que Egito e Irã empatem ou percam em seus confrontos. Caso contrário, um tropeço pode significar a eliminação precoce, algo que seria um desastre esportivo para uma seleção que entrou no torneio como favorita a liderar seu grupo.

Se avançarem, os belgas enfrentarão adversários mais fortes nas oitavas de final, o que exigirá uma evolução significativa no desempenho coletivo. O técnico terá que encontrar soluções imediatas para melhorar o aproveitamento ofensivo e a organização defensiva.

A visão do especialista

O desempenho da Bélgica até aqui reflete um time em transição, preso entre o fim de uma geração de ouro e o início de um novo ciclo. Para um país que já esteve no topo do ranking da FIFA, a campanha atual é decepcionante, mas ainda há tempo para reverter a situação. A partida contra a Nova Zelândia será um verdadeiro teste de caráter e ajuste tático.

Se a Bélgica quiser manter sua reputação no futebol mundial, precisará mostrar não apenas talento individual, mas também coerência tática, resiliência mental e eficiência nas finalizações. A pressão é alta, mas é exatamente nesses momentos que grandes equipes se destacam.

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