Mais uma vez, a Ponte Preta amarga uma derrota na Série B do Campeonato Brasileiro. O revés por 2 a 1 diante do Goiás, em partida realizada nesta terça-feira (20/07/2026), expôs as fragilidades do elenco e deixou claro o caminho que a equipe parece traçar rumo à Série C. Com 14 derrotas em 18 jogos, a campanha da Macaca já é considerada uma das piores de sua história. Carlos Corsato, renomado analista esportivo, não poupou críticas ao avaliar as atuações individuais e coletivas do time.

O cenário da Ponte Preta na Série B
Com apenas 12 pontos conquistados em 18 rodadas, a Ponte Preta ocupa a lanterna da tabela da Série B. A equipe apresenta uma das piores defesas da competição, com 33 gols sofridos, e um ataque pouco eficiente, tendo balançado as redes apenas 12 vezes. Esses números refletem a distância entre o clube e uma campanha competitiva na competição.
No futebol, a tabela não mente: a Ponte Preta está a 12 pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento, um abismo significativo para um campeonato tão equilibrado como a Série B.
Uma análise tática do revés contra o Goiás
Na partida contra o Goiás, ficou evidente a desorganização tática da equipe comandada pelo técnico Márcio Zanardi. A defesa, que já vinha comprometendo em jogos anteriores, voltou a falhar. O primeiro gol do adversário veio após um erro individual de Guilherme Viana, que recebeu uma nota 3 de Carlos Corsato, ilustrando sua atuação abaixo da média.
O meio-campo, formado por Palacios, Diego Leão e Elvis, teve dificuldades em manter a posse de bola e criar jogadas ofensivas. Apesar de Elvis ter convertido um pênalti e marcado o único gol da Ponte, sua nota 5,5 reflete uma performance apenas mediana em um setor que precisa ser o motor do time.
As notas de Carlos Corsato: desempenho em detalhes
Corsato, em sua análise para o portal Futebol Interior, foi categórico ao avaliar as atuações individuais dos jogadores. Confira as notas:
| Jogador | Nota | Comentários |
|---|---|---|
| Guilherme Viana | 3 | Comprometeu novamente, falhando no primeiro gol. |
| Lucas Cunha | 3,5 | Outra partida ruim, sem segurança defensiva. |
| Elvis | 5,5 | Converteu o pênalti, mas foi discreto no geral. |
| Kevyson | 6 | O mais lúcido da equipe, com boa participação. |
| David da Hora | 3 | Desempenho fraquíssimo no ataque. |
As notas evidenciam a baixa qualidade técnica da equipe, com raros destaques como Kevyson, que recebeu a maior nota (6) pela entrega e participação ativa.
Márcio Zanardi: o treinador sob pressão
Muito se discute sobre a responsabilidade do técnico Márcio Zanardi na má fase da Ponte Preta. Com seis derrotas em seis jogos sob seu comando, o desempenho é alarmante. No entanto, Corsato ressaltou que o treinador está longe de ser o único culpado. A falta de planejamento da diretoria e a montagem de um elenco desequilibrado são fatores que pesam ainda mais no cenário atual.
Sem peças de reposição e com um elenco limitado, Zanardi tem encontrado dificuldades para implementar qualquer padrão tático competitivo.
O impacto histórico e financeiro do rebaixamento
O possível rebaixamento à Série C seria catastrófico para a Ponte Preta. Além do impacto esportivo, a queda teria consequências financeiras severas, com redução de cotas de TV, perda de patrocinadores e queda no número de sócios-torcedores. Historicamente, a Macaca já enfrentou dificuldades similares, mas o atual cenário é ainda mais preocupante devido à instabilidade administrativa do clube.
Em termos de desempenho histórico, a Ponte Preta sempre foi reconhecida como uma força intermediária do futebol brasileiro, alternando entre a Série A e a Série B. Um retorno à Série C seria um retrocesso significativo.
O reflexo na torcida e no mercado
A torcida, tradicionalmente apaixonada e participativa, tem demonstrado insatisfação nas redes sociais e nas arquibancadas. Protestos e cobranças à diretoria têm se tornado frequentes. Paralelamente, o mercado esportivo observa de perto a situação da Ponte Preta. Um rebaixamento pode gerar oportunidades de mercado para clubes interessados em jogadores que ainda possuem algum valor de mercado no elenco atual.
O sentimento de frustração e abandono é evidente entre os torcedores, que clamam por mudanças estruturais no clube.
A Visão do Especialista
O momento da Ponte Preta exige mais do que mudanças pontuais: é necessária uma revolução estrutural. A diretoria precisa agir de forma rápida e planejada para evitar o pior. Reforços imediatos, recuperação psicológica do elenco e uma maior conexão com a torcida são passos fundamentais para tentar salvar a temporada.
Para Corsato, o rebaixamento ainda não é uma certeza, mas o caminho atual aponta fortemente nessa direção. Se a Ponte Preta quiser se manter na Série B, precisará de uma reação histórica, algo que até agora não demonstrou ser capaz de alcançar. O tempo está contra a Macaca, e a margem de erro é cada vez menor.
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