O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, em 25/07/2026, a abertura de inquérito sobre repasses financeiros ligados ao filme "Dark Horse", potencialmente afetando a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ).

Contexto histórico do filme "Dark Horse"

"Dark Horse" é a cinebiografia oficial do ex‑presidente Jair Bolsonaro, produzida pela GoUp Entertainment Brasil. O projeto foi idealizado em 2024 para consolidar a narrativa bolsonarista e arrecadar recursos de apoio político.

Decisão do STF e fundamentos legais

A abertura do inquérito foi solicitada pela Polícia Federal e recebeu parecer favorável do Procurador‑Geral da República, Paulo Gonet. O fundamento jurídico baseia‑se em suspeita de lavagem de dinheiro e uso indevido de recursos de origem privada em campanha eleitoral.

Repasses financeiros investigados

Investiga‑se aproximadamente R$ 61 milhões transferidos por empresa vinculada ao banqueiro Daniel Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos (Texas). O fundo está associado a pessoas próximas ao ex‑deputado Eduardo Bolsonaro (PL‑SP).

Valor totalR$ 61 milhões
FonteEmpresa de Daniel Vorcaro (Banco Master)
DestinoFundo em Texas ligado a Eduardo Bolsonaro
Objetivo declaradoFinanciamento da produção de "Dark Horse"
Data dos repasses2024‑2025

Cronologia dos fatos

  • Maio 2025: Primeiros repasses de R$ 134 milhões são anunciados por Vorcaro.
  • Setembro 2025: Flávio Bolsonaro envia áudio cobrando valores pendentes ao banqueiro.
  • Dezembro 2025: Encontro presencial entre Flávio e Vorcaro após prisão de Vorcaro.
  • Março 2026: GoUp Entertainment apresenta prestação de contas preliminar.
  • 25/07/2026: STF autoriza inquérito; PF busca esclarecer destinação dos recursos.

Repercussão entre aliados do Centrão

Partidos como União Brasil, PP, Republicanos e Podemos passaram a adotar postura cautelosa nas negociações de coligação. A abertura do inquérito é vista como risco de novo desgaste antes das convenções de 5 agosto.

Posicionamento oficial de Flávio Bolsonaro

Flávio declarou que os recursos foram exclusivamente destinados ao filme e que, caso haja lucro, o aporte de Vorcaro será devolvido às autoridades. Em transmissão ao vivo, o senador acusou "perseguição política" e "ação orquestrada".

Resposta da GoUp Entertainment Brasil

A produtora afirmou que recebeu "com serenidade" a decisão do ministro André Mendonça e que laudos técnicos confirmam a origem privada e rastreável dos recursos. A GoUp compromete‑se a disponibilizar auditoria completa.

Relação com o Banco Master e escritórios de advocacia

Documentos revelam que o escritório de advocacia de Flávio recebeu R$ 500 mil de consultoria que, por sua vez, recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025. Notas fiscais canceladas totalizando R$ 1 milhão foram emitidas em nome da consultoria.

Impacto nas estratégias de campanha

A busca por apoio de Daniella Marques (Republicanos) como possível vice‑presidente ganha complexidade diante do inquérito. A aliança poderia ampliar a capilaridade nacional, mas a cautela partidária pode limitar acordos.

Declarações de coordenadores e analistas políticos

Rogério Marinho, coordenador da pré‑campanha, garantiu confiança de que as apurações não encontrarão ilícitos. Analistas do Metrópoles classificam o caso como "caixa de Pandora" que pode gerar novas ramificações durante a corrida eleitoral.

A Visão do Especialista

Do ponto de vista jurídico‑político, o inquérito pode retardar a consolidação de alianças do Centrão e exigir que a campanha de Flávio Bolsonaro reforce mecanismos de transparência financeira. Caso a investigação conclua pela regularidade dos repasses, o impacto poderá ser mitigado; porém, a simples existência do processo já cria um ambiente de incerteza que pode ser explorado pelos adversários nas próximas semanas.

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