O 46º Censo Imobiliário revela que a falta de mão de obra supera os juros como principal obstáculo ao novo loteamento. Esse dado muda a perspectiva de quem acompanha o mercado de construção civil e afeta diretamente o bolso do consumidor.

Empreiteiros apontam que a escassez de trabalhadores qualificados eleva o custo unitário da obra. Cada dia de atraso representa despesas adicionais com aluguel de equipamentos e multas contratuais.

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Com juros ainda altos, o financiamento imobiliário já pesa no orçamento familiar. Mas a escassez de operários cria um efeito cascata que encarece ainda mais o preço final do imóvel.

O que dizem os especialistas?

Eduardo Borges, do Sinduscon‑ES, destaca que a mão de obra escassa é "o entrave mais crítico" deste ciclo. Ele estima que o aumento de salários pode chegar a 15% nos próximos 12 meses, pressionando o VGV.

Paulo Baraona, presidente da Findes, inclui o "Custo Brasil" como terceiro pilar da crise. Tributos, burocracia e baixa produtividade aumentam o preço do metro quadrado.

José Carlos Bergamin, da Fecomércio‑ES, alerta que o verdadeiro limitador é o poder de compra da população. Mesmo com oferta, a demanda real está aquém do necessário para sustentar o ritmo de lançamentos.

Como a escassez de mão de obra afeta o custo dos imóveis?

O aumento de salários impacta diretamente o Valor Geral de Venda (VGV), que já alcançou R$ 3,2 bi no segundo semestre de 2025. Isso significa cerca de R$ 500 mi por mês circulando na Grande Vitória.

  • 19.469 unidades em construção – crescimento de 14% frente ao censo anterior.
  • 74,9% das unidades já vendidas, mas o preço médio do m² chegou a R$ 22.713 em Vitória.
  • Escassez de mão de obra eleva custos operacionais em até 12% segundo estudo da Confederação da Indústria.

Com menos operários disponíveis, os prazos de entrega se estendem, gerando juros de mora e custos de financiamento mais altos. O comprador paga mais tanto no preço do imóvel quanto nos encargos do crédito.

Qual o papel dos juros e do poder de compra?

Taxas de juros acima de 12% ao ano ainda são barreira para famílias com renda média. A combinação de crédito caro e preço de venda inflacionado reduz a capacidade de aquisição.

O "custo Brasil", composto por carga tributária e ineficiência burocrática, acrescenta aproximadamente 8% ao custo final da obra. Esse encargo recai sobre o consumidor final.

Em cenários de baixa demanda, mesmo que a oferta de trabalhadores aumente, o mercado não absorverá o excesso. O gargalo passa a ser a falta de consumo efetivo, não a disponibilidade de mão de obra.

Para o investidor, a análise custo‑benefício indica cautela: priorizar projetos em regiões com maior poder aquisitivo e buscar parcerias que reduzam a dependência de mão de obra escassa. Estratégias de automação e uso de tecnologias construtivas podem mitigar o impacto.

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