O crime custa ao menos R$ 107 bilhões por ano à indústria brasileira, segundo levantamento da CNI que ouviu 1.398 empresas de 32 setores entre 3 e 12 de novembro de 2025.
Entenda o impacto financeiro na indústria
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Esse montante representa cerca de 0,7 % do PIB industrial, um peso que reduz a capacidade de investimento e gera efeito cascata sobre empregos e competitividade.

Distribuição dos custos: prevenção vs perdas diretas
Do total, R$ 68,8 bilhões são gastos em prevenção, enquanto R$ 39,1 bilhões decorrem de perdas diretas como roubo, pirataria e contrabando.
| Categoria | Valor (R$ bilhões) |
|---|---|
| Prevenção (vigilância, cibersegurança, etc.) | 68,8 |
| Perdas diretas (roubo, pirataria, etc.) | 39,1 |
| Total estimado | 107,0 |
Como o crime afeta empresas por porte
Micro e pequenas sentem maior pressão, com perdas médias de 0,6 % da receita líquida anual, o que compromete projetos de expansão e inovação.
Micro e pequenas empresas
Quase metade da indústria (44 %) são micro e pequenas, e a vulnerabilidade a furtos internos eleva seus custos operacionais.
Médias e grandes empresas
Para médias e grandes, o impacto médio varia entre 0,4 % e 0,8 % da receita, refletindo maior exposição a roubos de carga e ataques cibernéticos.
Principais tipos de crime que pesam no bolso
O roubo de carga lidera com 32 % das ocorrências, seguido por crimes patrimoniais internos e não conformidade de produtos.
- Roubo de carga (32 %)
- Furtos e roubos internos (25 %)
- Não conformidade de produtos (15 %)
- Pirataria e falsificação (12 %)
- Gatos de energia elétrica (8 %)
Repercussões no mercado e na competitividade
Além da perda de receita bruta (50 % das empresas), 30 % apontam queda de participação de mercado devido à concorrência desleal gerada por produtos ilícitos.
Medidas adotadas pelas indústrias
Sete em cada dez companhias investem em fiscalização e controle, enquanto 46 % recorrem a inteligência de risco e 36 % demandam endurecimento legislativo.
- Fiscalização e controle (77 %)
- Inteligência de risco (46 %)
- Endurecimento da legislação (36 %)
Desafios para políticas públicas
O setor clama por atuação mais contundente do poder público, sobretudo em pontos críticos de circulação de mercadorias e na regulação de energia elétrica informal.
Cenário futuro e oportunidades de mitigação
Investimentos em tecnologia de monitoramento e parcerias público‑privadas podem reduzir em até 15 % os custos de segurança, liberando recursos para inovação e geração de empregos.
A Visão do Especialista
Para o economista de mercado, o principal caminho está na combinação de eficiência preventiva e aprimoramento regulatório, pois somente ao transformar o gasto de R$ 107 bilhões em investimento produtivo o Brasil poderá elevar sua competitividade global.
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