Datafolha revelou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. A pesquisa divulgada neste sábado (11/04) indica que o presidente do PT e o senador do PL têm 45% das intenções de voto, igualando-se também a Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que registram 42%.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem com 45% cada, enquanto Caiado e Zema ficam com 42%. Esses números referem‑se ao cenário de disputa em um eventual segundo turno das eleições de 2026.

O levantamento foi realizado entre 7 e 9 de abril, com 2.004 eleitores adultos. A margem de erro é de ±2 pontos e o nível de confiança, 95%.

Como a pesquisa se compara com levantamentos anteriores?

Em março, Lula liderava com 46% contra 43% de Flávio Bolsonaro. Naquele período, Caiado tinha 36% e Zema ainda não figurava entre os principais concorrentes.

No primeiro turno simulado, Lula manteve 39% e Flávio subiu para 35%. Quando os nomes foram apresentados ao eleitor, a curva de Flávio mostrou crescimento, enquanto a de Lula permaneceu estável.

  • Intenções de voto no 2º turno: Lula 45% × Flávio 45% × Caiado 42% × Zema 42%.
  • Rejeição: 48% contra Lula, 46% contra Flávio, 17% contra Zema, 16% contra Caiado.
  • Conhecimento do nome: Lula 99%, Flávio 93%, Zema 56%, Caiado 54%.

Quais são os cenários possíveis para o segundo turno?

Contra Flávio Bolsonaro, a pesquisa indica empate dentro da margem de erro. Ambos os candidatos ficam com 45%, o que sugere uma disputa extremamente equilibrada.

No confronto com Ronaldo Caiado, Lula mantém vantagem de 3 pontos. O presidente tem 45% das intenções, enquanto o ex‑governador registra 42%.

Se Romeu Zema avançar ao segundo turno, o cenário replica o de Caiado. Lula ainda lidera com 45% contra 42% do candidato de Minas Gerais.

O que os especialistas apontam sobre a corrida presidencial?

Analistas destacam a ascensão constante de Flávio Bolsonaro nas pesquisas recentes. O senador tem ganhado apoio entre eleitores indecisos, enquanto a popularidade de Lula parece estagnada.

O alto índice de rejeição a Lula (48%) indica vulnerabilidade no eleitorado tradicional. Por outro lado, a rejeição a Flávio (46%) também é significativa, apontando para um eleitorado polarizado.

O desconhecimento de Zema e Caiado por parte de parte do eleitorado (cerca de 55%) pode limitar suas estratégias de campanha. Ambos precisarão ampliar presença midiática para reduzir essa lacuna.

Partidos e alianças deverão ajustar suas estratégias de comunicação e negociação de pactos. O empate técnico abre espaço para acordos de apoio entre partidos menores e os principais concorrentes.

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