O mercado de games no Brasil está passando por uma mudança significativa, com a indústria local ultrapassando 1 mil estúdios ativos e empregando mais de 13 mil profissionais, segundo dados da 2ª Pesquisa Nacional da Indústria de Games. Essa evolução é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a busca por mercados internacionais e a mudança no modelo de negócios dos estúdios.
Entenda o impacto no mercado
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Uma parte relevante dos estúdios brasileiros vive uma dupla realidade: cria seus próprios jogos e, ao mesmo tempo, presta serviços para grandes produções internacionais. Essa combinação, que por anos definiu o perfil da indústria local, está mudando de forma acelerada.
O modelo de prestação de serviços
O presidente da Abragames, Rodrigo Terra, explica que o modelo de prestação de serviços foi, durante muito tempo, a principal forma de sobrevivência dos estúdios menores. Esse modelo permitia que os estúdios pequenos começassem a trabalhar em projetos internacionais e, ao mesmo tempo, desenvolvessem seus próprios jogos.
A mudança no mercado
A partir do programa Brazil Games, iniciativa da Abragames em parceria com a ApexBrasil focada em exportação, os estúdios brasileiros começaram a ter acesso a mercados internacionais. Isso permitiu que vários estúdios que começaram prestando serviços passassem a ser reconhecidos fora do Brasil e migrassem para o desenvolvimento de propriedade intelectual própria.
A divisão do mercado
Hoje, segundo Terra, o mercado está dividido de forma quase igual entre as duas frentes: desenvolvimento de jogos próprios e prestação de serviços para produções internacionais. Essa divisão é resultado da mudança no modelo de negócios dos estúdios e da busca por mercados internacionais.
O diferencial brasileiro
O presidente da Abragames destaca que o Brasil não compete mais por preço baixo, já que países como China e Malásia ainda oferecem custo menor. O diferencial brasileiro é a capacidade de fazer uma empresa muito competitiva sem precisar baixar o preço.
A vantagem do fuso horário
A posição geográfica do Brasil facilita o trabalho com Europa, costa leste e costa oeste dos Estados Unidos e Canadá, uma janela de colaboração que outros mercados concorrentes não têm. Isso é uma vantagem estratégica para os estúdios brasileiros.
A qualidade da entrega
A qualidade da entrega também subiu de nível, com estúdios que antes faziam apenas partes de projetos agora executando projetos do início ao fim. A própria Nintendo trouxe à Gamescom Latam um representante de second party para contratar nesse formato.
O obstáculo para o crescimento
O maior obstáculo para o crescimento da indústria local, na visão de Terra, não está fora do país, está dentro. O consumidor brasileiro historicamente prefere conteúdo estrangeiro em games e cinema, ao contrário do que acontece com música e televisão.
O futuro da indústria
Sobre quando o Brasil terá um título com alcance equivalente ao de franquias como FIFA ou Assassin's Creed, Terra é específico: menos de dez anos. O território mais provável não é o dos jogos triple-A com orçamentos acima de US$ 500 milhões, mas o dos títulos independentes que conquistam o mundo.
A exemplo de Hollow Knight
Terra destaca que o sucesso provavelmente virá de fora para dentro, como ocorre com outros produtos culturais brasileiros. Pode ser um novo Hollow Knight, um jogo que conquiste o mundo e seja desenvolvido por um estúdio brasileiro.
| Data | 06/05/2026 |
| Fonte Oficial | canaltech.com.br |
A Visão do Especialista
A indústria de games no Brasil está passando por uma mudança significativa, com a busca por mercados internacionais e a mudança no modelo de negócios dos estúdios. É importante que os estúdios brasileiros continuem a investir em desenvolvimento de propriedade intelectual própria e busquem mercados internacionais para conquistar o mundo.
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