O Festival Horizontes de Cinema chegou à Praia do Francês entre 24 e 26 de abril de 2026, oferecendo sessões gratuitas que levaram o cinema ao ar livre, com a brisa do mar como trilha sonora.
Um novo marco na cena cultural alagoana
Desde a primeira edição, o Horizontes promete transformar a tradicional paisagem praiana em um verdadeiro palco cinematográfico. O evento nasce como resposta ao crescente interesse por experiências sensoriais que unem arte e território, seguindo a tendência global de festivais ao ar livre que surgiram após a pandemia.
Programação da abertura – 24/04
O documentário "Para Vigo Me Voy!" deu o pontapé inicial, celebrando a trajetória do aclamado diretor Cacá Diegues. Dirigido por Lírio Ferreira e Karen Harley, o filme já colecionou prêmios em Cannes Classics, Gramado e Panorama Coisa de Cinema, garantindo alto engajamento nas redes sociais.
Segunda noite – 25/04
"Herança de Narcisa", longa de terror protagonizado por Paolla Oliveira, levou o público ao suspense e à crítica social. Vencedor do júri popular no Festival do Rio e selecionado para o Cinequest nos EUA, o filme reforçou a presença de produções brasileiras em circuitos internacionais.
Encerramento – 26/04
"Criadas", de Carol Rodrigues, encerrou o festival como melhor filme brasileiro de ficção na Mostra de São Paulo. A obra, premiada por atuação no Rio, explora memória e relações femininas, provocando debates sobre identidade regional.
Quem está por trás da curadoria
Felipe Guimarães, diretor geral, e o cineasta Rafhael Barbosa, curador, são os nomes que garantem a qualidade da seleção. Guimarães enfatiza a conexão sensorial com o território, enquanto Barbosa destaca a urgência das temáticas contemporâneas no cinema brasileiro.
Curtas que dão voz ao Brasil
Entre os curtas exibidos, destacam‑se "Jacaré" (RJ), "Boiuna" (PA) e "Céu de Areia" (AL), representando a diversidade regional. Cada obra traz narrativas locais que ampliam o panorama cultural do país, reforçando a missão do festival de promover talentos emergentes.
Impacto no mercado e turismo local
Estima‑se que o festival atraiu cerca de 12 mil espectadores, impulsionando a economia de Maceió e arredores. Hotéis, bares e comércio local registraram aumento de 35% nas reservas, evidenciando o poder de eventos culturais como motor de desenvolvimento.
Bate‑papo nas redes
Hashtags como #HorizontesNaPraia e #CinemaAoMar geraram mais de 150 mil menções no Instagram e TikTok. Influenciadores de cultura pop, como @hugo_gloss_br, compartilharam reels que viralizaram, ampliando o alcance do festival para além do Nordeste.
Indicadores de desempenho
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Publico total | 12.342 |
| Bilheteria (só merchandising) | R$ 78.500 |
| Investimento (PNAB + parceiros) | R$ 1,2 mi |
| Participação de curtas | 8 títulos |
Apoios institucionais e coproduções
O festival conta com financiamento da Política Nacional Aldir Blanc, apoio da Secretaria de Cultura de Alagoas e coprodução da La Ursa Cinematográfica e MT Produções. Essa rede de suporte garante a sustentabilidade e a qualidade técnica das exibições ao ar livre.
Formação e networking
Além das sessões, o Horizontes ofereceu oficinas de roteiro, masterclass com diretores e mesas‑redondas sobre distribuição independente. Esses momentos criaram pontes entre estudantes, produtores e o mercado, fortalecendo o ecossistema audiovisual regional.
O que dizem os críticos
Especialistas da revista "Cine&Arte" elogiaram a escolha da Praia do Francês como palco, destacando a integração do som natural com a trilha sonora dos filmes. Já o portal "FilmBrasil" apontou que a curadoria trouxe um "mix inteligente de clássicos e novas vozes", consolidando o festival como referência nacional.
A Visão do Especialista
Para o crítico de cinema Rafael Monteiro, o Horizontes sinaliza uma nova era de festivais itinerantes que democratizam o acesso ao audiovisual. Ele prevê que, nos próximos anos, outras cidades litorâneas seguirão o modelo, ampliando a presença do cinema brasileiro em territórios antes marginalizados.
Compartilhe essa reportagem com seus amigos.
Discussão