Em reunião com os ministérios da Fazenda e dos Transportes, a Fiems entregou ao governo federal um plano de ação que visa cortar custos logísticos, melhorar a Rota Bioceânica e garantir segurança jurídica para a indústria do Mato Grosso do Sul.
Contexto histórico da Fiems e da indústria sul-mato-grossense
Interruptor Smart Wifi Inteligente Touch Nova Digital 3 b...
Compre agora e controle sua iluminação com apenas um toque, sem mais custos futuros!
A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) tem mais de 70 anos de atuação, representando cerca de 3 mil empresas nos setores de agroindústria, metalurgia e tecnologia. Desde a década de 1990, a entidade acompanha as reformas tributárias e as políticas de infraestrutura, buscando alinhar os interesses regionais às diretrizes federais.

Revisão das regras de frete rodoviário
O modelo atual de frete, baseado em tabelas fixas, eleva o custo médio de transporte em até 15% ao ano. A proposta da Fiems inclui a flexibilização das negociações entre embarcadores, transportadoras e caminhoneiros, permitindo ajustes dinâmicos conforme a demanda e o preço do combustível.
Pagamentos antecipados de pedágios e seu efeito no preço final

O adiantamento de pedágios, atualmente repassado ao cliente, adiciona cerca de R$ 0,12 por quilômetro ao valor do frete. Reduzir esse repasse pode gerar economia direta para as indústrias, impactando positivamente a margem de lucro de pequenos e médios produtores.
Rota Bioceânica: infraestrutura e aduana
A Rota Bioceânica, que conecta o interior do Brasil ao porto de Santos, tem potencial para reduzir o tempo de trânsito em 30%. A Fiems pede investimentos simultâneos em fiscalização eletrônica e processos de desembaraço simplificados, evitando gargalos nas fronteiras.
Principais marcos da obra
- Início das obras: 2022
- Conclusão prevista: 2027
- Investimento federal estimado: R$ 4,5 bilhões
Impacto financeiro da revisão de frete
| Indicador | Antes da proposta | Depois da proposta |
|---|---|---|
| Custo médio por tonelada‑km | R$ 0,38 | R$ 0,32 |
| Tempo médio de entrega | 7 dias | 5,5 dias |
| Impacto na margem industrial | -2,5% | +1,2% |
Segurança jurídica e incentivos fiscais
Empresas que usufruem de incentivos estaduais enfrentam cobranças federais que podem chegar a 12% do faturamento anual. A Fiems solicita harmonização normativa para evitar disputas judiciais e proporcionar previsibilidade nos fluxos de caixa.
Disputas judiciais e planejamento financeiro
Nos últimos dois anos, mais de 150 processos foram abertos contra indústrias por divergências tributárias. Esse cenário eleva o custo de capital, pois recursos são desviados para litígios ao invés de investimentos produtivos.
Escassez de mão de obra qualificada
O índice de vagas não preenchidas no setor industrial do MS ultrapassa 22%, mesmo com programas de qualificação gratuitos. A falta de profissionais afeta a produtividade e encarece a terceirização de serviços especializados.
Propostas de qualificação profissional
A Fiems propõe parcerias entre escolas técnicas e indústrias para criar cursos sob demanda, financiados por crédito tributário. Essa medida pode reduzir o turnover em até 18% e melhorar a eficiência operacional.
Financiamento nacional para modernização industrial
Inspirado nas linhas de crédito do agronegócio, o programa visa oferecer até R$ 500 mil por empresa para renovação de máquinas. O retorno esperado é um aumento de produtividade de 10% a 15% nos próximos cinco anos.
Análise de custo‑benefício do financiamento
Com taxa de juros estimada em 6,5% ao ano, o financiamento tem payback projetado em 3,2 anos. Comparado ao custo de oportunidade de capital próprio, a proposta representa um ganho líquido de cerca de R$ 2,3 milhões para o conjunto das indústrias participantes.
Perspectivas de competitividade internacional
Ao alinhar custos logísticos, segurança jurídica e modernização tecnológica, o MS pode ganhar até 5% de participação nos mercados de bens de consumo na América Latina. Esse ganho se traduz em geração de empregos qualificados e maior arrecadação tributária.
A Visão do Especialista
Para que as reivindicações da Fiems se convertem em resultados concretos, é imprescindível que o governo federal adote um plano de ação coordenado, com metas trimestrais e indicadores de desempenho. A curto prazo, a revisão do frete e a desburocratização aduaneira trarão alívio imediato ao fluxo de caixa das indústrias. No médio prazo, o financiamento da modernização criará um efeito multiplicador, elevando a produtividade e reduzindo a dependência de importações. O leitor deve ficar atento às próximas portarias e aos editais de crédito, pois são oportunidades reais de melhorar o "bolso" da empresa e garantir sustentabilidade competitiva.
Compartilhe essa reportagem com seus amigos.
Discussão