A friagem que começou na segunda-feira, 18 de maio de 2026, continuará a influenciar as condições climáticas em Rondônia durante toda esta semana, conforme alerta o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O fenômeno é causado pelo avanço de uma massa de ar polar vinda da Antártida, que interage com o ar quente e úmido típico da região amazônica, resultando em uma queda acentuada de temperatura.

O que é a friagem e como ela ocorre?

A friagem é um fenômeno climático característico da região amazônica, marcado pela diminuição brusca da temperatura devido à chegada de massas de ar polar. Essas massas de ar frio, provenientes do sul do continente, encontram o ar quente e úmido da Amazônia, criando um choque térmico que altera significativamente as condições atmosféricas locais.

Esse fenômeno é mais comum durante o outono e o inverno, quando massas de ar polar têm maior facilidade de avançar para o Norte do Brasil. Apesar de ser um evento sazonal, a frequência e a intensidade das friagens podem variar de ano para ano, dependendo de fatores climáticos globais como o El Niño e a La Niña.

Impacto da friagem em Rondônia

De acordo com o Censipam, esta é a segunda ocorrência de friagem em Rondônia em 2026, com um intervalo curto entre os dois eventos. No entanto, a atual frente fria é menos intensa do que a anterior, embora ainda impacte consideravelmente as temperaturas na região.

Cidades do Cone Sul de Rondônia, como Vilhena, Cabixi, Cerejeiras, Corumbiara e Colorado do Oeste, estão entre as mais afetadas, com mínimas previstas de até 16°C. Em outras áreas do estado, as temperaturas também devem permanecer abaixo da média para esta época do ano, especialmente durante as noites e madrugadas.

Comparativo: friagens de 2026

Cidade Mínima na 1ª Friagem (2026) Mínima na 2ª Friagem (2026)
Vilhena 13°C 16°C
Cabixi 14°C 16°C
Cerejeiras 14°C 16°C
Corumbiara 14°C 16°C
Colorado do Oeste 14°C 16°C

Consequências para a população e o meio ambiente

A queda de temperatura impacta diretamente a saúde da população, principalmente idosos e crianças, que são mais vulneráveis a doenças respiratórias. O aumento da umidade relativa do ar, associado ao frio, pode desencadear crises de asma, alergias e resfriados.

Além disso, o setor agrícola também sente os efeitos da friagem. Culturas sensíveis ao frio, como algumas variedades de frutas e hortaliças, podem sofrer danos, afetando a colheita e, consequentemente, a economia local.

Histórico das friagens em Rondônia

O estado de Rondônia é frequentemente atingido por friagens devido à sua localização geográfica. Desde o início dos registros climatológicos, eventos de friagem têm sido observados anualmente. No entanto, a intensidade e a duração desses eventos podem variar, dependendo da força das massas de ar polar que chegam à região.

Nos últimos anos, o aquecimento global tem gerado um aumento na frequência de eventos climáticos extremos, e as friagens não são exceção. Esses fenômenos, que antes eram mais comuns entre maio e agosto, têm se tornado mais imprevisíveis, com impactos mais amplos.

Previsão para os próximos dias

Segundo o Censipam, as temperaturas devem permanecer baixas em Rondônia até o fim da semana. Durante o dia, os termômetros podem registrar uma leve elevação, mas as noites continuarão frias, especialmente no Cone Sul do estado.

Confira as temperaturas mínimas previstas para algumas cidades:

  • Vilhena: 16°C
  • Cabixi: 16°C
  • Cerejeiras: 16°C
  • Corumbiara: 16°C
  • Colorado do Oeste: 16°C

Como se proteger durante a friagem

Para evitar problemas de saúde, especialistas recomendam cuidados simples, mas eficazes:

  • Manter-se aquecido com roupas adequadas.
  • Evitar mudanças bruscas de temperatura.
  • Hidratar-se bem, mesmo durante o frio.
  • Evitar locais com aglomerações, especialmente se estiver com sintomas respiratórios.

Além disso, é importante garantir a vacinação em dia, especialmente contra a gripe, que pode se agravar em períodos de baixa temperatura.

Impacto global: mudanças climáticas e eventos extremos

A ocorrência de friagens em regiões como Rondônia está alinhada com padrões climáticos globais em transformação. Modelos climáticos indicam que a intensidade de eventos extremos, como ondas de frio e calor, tende a aumentar devido ao aquecimento global.

Estudos mostram que o derretimento das calotas polares e as mudanças nos padrões de vento podem facilitar o deslocamento de massas de ar polar para regiões tropicais, como a Amazônia. Isso reforça a necessidade de ações globais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

A Visão do Especialista

Embora a friagem seja um fenômeno esperado no contexto amazônico, sua ocorrência em intervalos curtos, como observado em 2026, pode ser um indicativo de alterações nos padrões climáticos regionais. Segundo especialistas, é essencial que a população e as autoridades estejam preparadas para lidar com os impactos, tanto em termos de saúde pública quanto de economia.

Para o futuro, o monitoramento contínuo e o investimento em modelos de previsão climática mais precisos serão cruciais para mitigar os efeitos das friagens e outros eventos climáticos extremos. Além disso, a conscientização sobre as mudanças climáticas e a adoção de práticas sustentáveis são medidas fundamentais para reduzir os riscos associados a esses fenômenos.

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