O IPCA-15 de abril subiu 0,89%, pressionado por gasolina e alimentos, e já supera a inflação oficial de 0,44%. O resultado, divulgado pelo IBGE em 28/04/2026, indica que o custo de vida brasileiro está em alta, impactando diretamente o poder de compra das famílias.

Entenda a prévia do IPCA-15

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O IPCA-15 funciona como termômetro antecipado da inflação oficial. Ele coleta preços de 9 grupos de produtos entre 18/03 e 15/04, em 11 regiões metropolitanas, e tem a mesma metodologia base do IPCA, que orienta a política de metas do Banco Central.

Gráfico de inflação mostra aumento de 0,89% em alimentos e combustíveis.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br | Reprodução

Contribuição dos grupos ao IPCA-15

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Alimentação e Bebidas 1,46 +0,31
Transporte (combustíveis) 6,06 +0,32
Gasolina (subitem) 6,23 +0,32
Óleo Diesel (subitem) 16,00 +0,04

Alimentos: entressafra e pressão no bolso

A alta de 1,46% em alimentos e bebidas reflete a entressafra de itens como leite. Dentro do grupo, a alimentação fora do domicílio disparou 0,70%, o dobro de março, ampliando o peso da cesta de consumo nas famílias.

Combustíveis: gasolina e diesel em alta

Os combustíveis foram os maiores vilões, com a gasolina subindo 6,23%. O impacto de 0,32 ponto percentual no IPCA-15 demonstra como o preço do petróleo, ainda que negociado em mercados globais, afeta diretamente a conta de combustível dos motoristas.

Contexto internacional: guerra e preço do petróleo

O conflito entre EUA, Israel e Irã reverbera nos preços do petróleo. Bloqueios no Estreito de Ormuz reduzem a oferta mundial, elevando os preços das commodities e pressionando os derivados, mesmo em países produtores como o Brasil.

Medidas governamentais para conter a alta

O governo adotou isenção de impostos e subsídios para atenuar a escalada.

  • Redução de alíquotas de ICMS sobre combustíveis.
  • Subsídio temporário a distribuidores de diesel.
  • Programas de apoio a produtores agrícolas.

Política monetária e meta de inflação

O Banco Central mantém a meta de 3% ao ano, com tolerância de ±1,5 ponto percentual. O IPCA-15 de 0,89% em abril mantém o acumulado de 12 meses dentro do intervalo permitido, mas sinaliza risco de ultrapassar o teto se as pressões persistirem.

Impacto direto no consumidor

Famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos sentem o aperto. O aumento de alimentos e combustíveis eleva o custo de vida, reduzindo a margem disponível para outras despesas, como saúde e educação.

Comparativo histórico

O acumulado de 12 meses chegou a 4,37%, acima dos 3,9% registrados em março. Esse salto reflete a combinação de choques externos e internos, destacando a necessidade de monitoramento constante da política fiscal e monetária.

O que dizem os especialistas

Felipe Queiroz, economista-chefe da Apas, atribui a alta dos alimentos ao processo de entressafra. Ele ressalta que as medidas de mitigação ainda têm efeito diminuto, mas são essenciais para proteger o consumidor diante da instabilidade global.

A Visão do Especialista

Para o leitor, o cenário indica cautela nas finanças pessoais. Recomenda‑se priorizar a revisão de gastos com alimentação e transporte, buscar alternativas como combustíveis alternativos ou caronas, e acompanhar as decisões do Banco Central, que podem ajustar a taxa Selic para conter a inflação.

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