O Governo da Bahia deu início, em julho de 2026, à segunda e última etapa do projeto de requalificação do Parque Metropolitano do Abaeté, em Salvador. O Consórcio Art - JCA Parque do Abaeté foi selecionado para conduzir as obras, com um contrato no valor de R$ 4,1 milhões, conforme anúncio realizado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder). A iniciativa promete consolidar melhorias estruturais e ambientais no local, um dos mais icônicos cartões-postais da capital baiana.

Por que a requalificação do Parque do Abaeté é tão importante?

Localizado no bairro de Itapuã, o Parque do Abaeté é considerado um patrimônio ambiental, cultural e histórico da Bahia. A lagoa do Abaeté, com suas águas escuras e areias brancas, é cercada por lendas e tradições que fazem parte do imaginário popular. No entanto, a degradação ambiental e a falta de infraestrutura adequada colocaram em risco sua preservação e o potencial turístico da região ao longo dos anos.

Com a requalificação, o governo busca não apenas revitalizar o espaço, mas também promover a sustentabilidade ambiental e o turismo responsável, transformando o parque em um modelo de convivência harmoniosa entre natureza, cultura e desenvolvimento econômico.

O que está previsto na segunda etapa da requalificação?

A última fase da requalificação do Parque do Abaeté contempla diversas intervenções estruturais e funcionais para garantir a segurança e valorização do espaço. Entre as principais ações estão:

  • Conclusão do cercamento do entorno do parque, visando aumentar a segurança do local;
  • Execução do novo piso da Praça de Eventos, ampliando sua funcionalidade para atividades culturais e comunitárias;
  • Requalificação do Castelinho, uma das estruturas históricas mais emblemáticas do parque;
  • Construção de uma quadra poliesportiva, incentivando a prática de esportes e lazer.

Os recursos para essa etapa são oriundos do Fundo Estadual de Recursos para o Meio Ambiente (FERFA), com execução sob responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em parceria com a Conder.

O impacto das obras na comunidade e no turismo

A revitalização do Parque do Abaeté não apenas resgata um espaço de grande valor histórico e ambiental, mas também impulsiona o turismo e a economia local. O entorno do parque, que já abriga restaurantes, lanchonetes e lojas, deverá se beneficiar diretamente do aumento no fluxo de visitantes, gerando emprego e renda.

Ademais, a melhoria da infraestrutura e a implementação de medidas sustentáveis, como o uso de energia solar e a instalação de gás encanado, reforçam o compromisso do governo com o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental, reduzindo os impactos ecológicos das atividades humanas no parque.

O que já foi feito na primeira etapa?

A primeira fase da requalificação, concluída em março de 2024, trouxe mudanças significativas ao Parque do Abaeté. Entre as principais entregas destacam-se:

  • Reforma do Centro de Atividades, que agora conta com espaços modernizados para eventos e atividades culturais;
  • Instalação de energia solar e estrutura de gás encanado para os restaurantes, promovendo maior eficiência energética;
  • Reforma completa dos banheiros, com atenção à acessibilidade e conforto dos visitantes;
  • Estrutura de combate a incêndios, garantindo maior segurança para o patrimônio e os frequentadores;
  • Inauguração do Centro de Memórias, espaço dedicado à história e cultura do Abaeté, além da reforma da Casa da Música.

Essas ações já transformaram o parque em um espaço mais acolhedor e funcional, mas a segunda etapa é crucial para consolidar o projeto de requalificação.

O papel do Fundo Estadual de Recursos para o Meio Ambiente (FERFA)

O FERFA desempenha um papel fundamental no financiamento das obras do Parque do Abaeté. Esse fundo é gerido pelo governo estadual e tem como objetivo financiar iniciativas que promovam a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. A aplicação desses recursos no parque demonstra um alinhamento estratégico com a necessidade de conservação de áreas verdes urbanas e a valorização do patrimônio natural.

Desafios e expectativas para a conclusão

Embora o projeto de requalificação do Parque do Abaeté represente um avanço significativo, ainda existem desafios a serem enfrentados. O cumprimento do cronograma, a manutenção das obras após sua conclusão e a gestão adequada do espaço são pontos críticos para garantir o sucesso do projeto. Além disso, a participação ativa da comunidade será essencial para preservar as melhorias e assegurar que o parque continue sendo um espaço inclusivo e sustentável.

A Visão do Especialista

Do ponto de vista ambiental e urbano, a requalificação do Parque do Abaeté é uma iniciativa exemplar que pode servir de modelo para outros projetos semelhantes no Brasil. A integração de infraestrutura moderna com a preservação do meio ambiente reflete uma tendência global de cidades mais sustentáveis e resilientes.

No entanto, é crucial que as autoridades garantam a transparência no uso dos recursos, o engajamento da comunidade local e a continuidade da manutenção do espaço. Um parque revitalizado não apenas atrai turistas, mas também promove qualidade de vida para a população local, incentivando a ocupação de espaços públicos de forma saudável e segura.

Com um investimento robusto e o envolvimento de múltiplas instituições, o Parque do Abaeté tem o potencial de se consolidar como um dos principais destinos turísticos e culturais de Salvador. É essencial que a sociedade civil acompanhe o andamento das obras e participe ativamente de sua preservação.

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