Em um depoimento marcado por fortes emoções e declarações inéditas, Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, afirmou pela primeira vez acreditar que o responsável pela morte do filho foi seu ex-companheiro, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. A declaração foi dada em 3 de junho de 2026, durante mais uma sessão do julgamento que apura a morte trágica da criança, ocorrida em março de 2021.

O Caso Henry Borel: Relembre os Fatos
Henry Borel Medeiros, de apenas quatro anos, foi encontrado morto no dia 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, Jairinho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A criança apresentava múltiplos hematomas e lesões internas graves, que, segundo a perícia, não eram compatíveis com um acidente doméstico, mas sim com agressões.
Monique e Jairinho sempre sustentaram a versão de que Henry teria caído da cama. No entanto, investigações realizadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro apontaram indícios de violência física, além da suspeita de que Monique pudesse ter conivência com os atos do então companheiro.
Os Novos Rumos do Depoimento de Monique
Durante o depoimento mais recente, Monique Medeiros relatou, pela primeira vez, acreditar que Jairinho foi o responsável pela morte de seu filho. "Eu não vi, mas depois dos depoimentos, eu acredito que tenha sido ele", disse a mãe ao tribunal. Antes dessa declaração, Monique afirmava que apenas "Deus" saberia o que realmente havia ocorrido naquela noite trágica.
Monique descreveu minuciosamente os eventos que antecederam a morte de Henry, incluindo sua rotina com o menino e os momentos finais antes de encontrá-lo sem vida. Ela também relatou que acredita ter sido dopada por Jairinho naquela noite, uma prática que, segundo ela, era recorrente em seu relacionamento.
Dopagem e Controle: A Dinâmica do Relacionamento com Jairinho
Monique afirmou que Jairinho frequentemente lhe dava comprimidos para dormir, alegando preocupação com sua saúde. No entanto, durante o depoimento, ela sugeriu que o real motivo era o ciúme excessivo do ex-companheiro, que suspeitava que ela mantivesse conversas com outros homens durante a madrugada.
Ainda segundo Monique, na noite da morte de Henry, Jairinho teria insistido para que ela fosse dormir no quarto de hóspedes, onde acabou adormecendo rapidamente. Ela relatou ter sido acordada por Jairinho, que disse ter ouvido um barulho vindo do quarto do menino. Ao chegar ao local, encontrou Henry imóvel e com sinais de que algo grave havia acontecido.
O Socorro e os Últimos Momentos de Henry
Após encontrar o filho desacordado, Monique e Jairinho o levaram ao Hospital Barra D'Or. Lá, a equipe médica tentou reanimar a criança por mais de duas horas, sem sucesso. Henry faleceu, e o caso passou a ser investigado como homicídio.
Em seu depoimento, Monique também afirmou que, naquele momento, acreditava que a morte de Henry tinha sido causada por uma queda da cama, hipótese que foi descartada pelos peritos forenses posteriormente. Ela admitiu que repetiu essa versão inicialmente porque Jairinho havia sugerido a explicação aos médicos e familiares.
A Defesa de Jairinho e a Negação das Acusações
Ao longo do julgamento, Jairinho negou todas as acusações de agressão e de envolvimento na morte de Henry. Ele contestou os laudos periciais e apresentou sua própria versão dos fatos, afirmando que jamais teria agredido o enteado.
A defesa do ex-vereador argumenta que não há provas materiais que o vinculem diretamente à morte de Henry e questiona a condução das investigações. No entanto, os depoimentos de Monique e de outras testemunhas, assim como os laudos periciais, têm sido decisivos para sustentar a acusação.
Repercussão e Impacto do Caso na Sociedade
A morte de Henry Borel e os desdobramentos do caso geraram ampla comoção nacional. O episódio trouxe à tona debates sobre violência doméstica, abuso infantil e a responsabilidade de pais e cuidadores na proteção das crianças.
Organizações de defesa dos direitos das crianças e especialistas em psicologia infantil destacam que casos como o de Henry reforçam a urgência de políticas públicas que combatam a violência contra menores e ofereçam suporte a famílias em situação de vulnerabilidade.
A Repercussão Jurídica e as Próximas Etapas do Caso
Com as novas declarações de Monique Medeiros, o caso pode tomar novos rumos no tribunal. A defesa de Jairinho deverá se posicionar frente às acusações e buscar reforçar sua tese de inocência. Por outro lado, a acusação ganha um novo elemento que pode ser determinante para o desfecho do julgamento.
Especialistas em Direito Penal apontam que a mudança no depoimento de Monique é significativa, mas ressaltam que o caso ainda depende de provas concretas para sustentar uma condenação. O julgamento segue em andamento, e ainda não há previsão para a sentença.
A Visão do Especialista
Analisando os desdobramentos do caso, fica evidente que a sociedade brasileira acompanha com atenção o que se configura como um dos episódios mais trágicos e emblemáticos de violência contra crianças no país. O depoimento de Monique Medeiros reforça a complexidade do caso e levanta novas questões sobre a dinâmica familiar e os sinais de abuso que podem ter passado despercebidos.
Especialistas destacam que a justiça para Henry é fundamental, mas também alertam para a necessidade de políticas de prevenção e conscientização sobre a violência doméstica e o abuso infantil. O caso deve servir como um marco para repensar os mecanismos de proteção à infância no Brasil e para reforçar a importância de uma rede de apoio para as vítimas.
O julgamento ainda está em curso, e o desfecho será decisivo não apenas para a família de Henry, mas também para a sociedade, que clama por justiça e por mudanças efetivas. Acompanhe os próximos capítulos deste caso e compartilhe essa reportagem com seus amigos para ampliar o debate sobre esse tema tão urgente.
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