Inter projeta uma queda de até 10 % no endividamento total, algo que não acontecia há mais de dez anos. A diretoria acredita que a combinação de renegociação fiscal e reestruturação de pagamentos será suficiente para aliviar as contas do clube.
Nos últimos cinco anos o time registrou crescimento de receitas, impulsionado por patrocínios e aumento da bilheteria, porém o passivo acumulado permaneceu em patamares elevados.
Ao fechar 2024, a dívida colorada rondava R$ 860 milhões, enquanto o passivo tributário, que chegara a R$ 378 milhões, foi reduzido para cerca de R$ 201 milhões após acordo firmado em maio de 2025.
O que dizem os especialistas sobre a renegociação fiscal?
Analistas financeiros apontam que a diminuição de R$ 177 milhões no débito fiscal representa um alívio imediato ao fluxo de caixa. O prazo de pagamento estendido permite ao clube reorganizar suas obrigações sem comprometer a operação.
Essa readequação de encargos reduz a taxa de juros efetiva da dívida, melhorando indicadores como o EBITDA ajustado e o índice de cobertura de juros.
Consequentemente, o Inter sobe na classificação de saúde financeira da Federação, aproximando‑se dos critérios de "baixo risco" exigidos pelos investidores.
O cenário para 2025 indica que, se a reestruturação das condições de quitação for mantida, a dívida total poderá recuar para aproximadamente R$ 770 milhões.
Como a reestruturação afeta o planejamento estratégico do clube?
A nova política de pagamento libera recursos para investimentos em base e reforços, sem sacrificar o equilíbrio orçamentário. O departamento de finanças já traçou metas de redução de custos operacionais em 5 %.
Segue abaixo a projeção comparativa da dívida nos próximos anos:
| Ano | Dívida estimada (R$ milhões) | Variação % |
|---|---|---|
| 2024 | 860 | - |
| 2025 (previsão) | 770 | -10,5 % |
| 2026 (meta) | 690 | -10,4 % |
Os principais pilares da reestruturação são:
- Renegociação do passivo tributário, reduzindo o valor principal.
- Alongamento dos prazos de pagamento, diluindo a carga mensal.
- Revisão dos contratos de fornecedores, com descontos por antecipação.
- Implementação de um controle de custos mais rígido nas áreas operacionais.
Mesmo com a queda projetada, permanece um risco residual ligado a possíveis contingências judiciais. O clube mantém reserva de contingência equivalente a 3 % do faturamento anual.
Qual o próximo passo da diretoria?
A auditoria independente deve validar os números de 2025 até o final de abril, permitindo a divulgação oficial ao mercado.
Com a aprovação dos acionistas, a diretoria pretende reinvestir parte da economia em melhorias de infraestrutura e no reforço do elenco para a temporada 2026/27.
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