O New York Knicks encerrou um jejum de 53 anos sem conquistar um título da NBA ao derrotar o San Antonio Spurs no Jogo 5 das Finais de 2026. A equipe nova-iorquina, que não erguia o troféu Larry O'Brien desde 1973, escreveu um capítulo histórico em sua trajetória, desenhando paralelos com a mística vitória do Corinthians no Campeonato Paulista de 1977, que quebrou um longo jejum de 23 anos. Sob o comando de Jalen Brunson, que brilhou como o verdadeiro "Mão de Anjo", os Knicks finalmente devolveram à sua torcida a glória perdida.

Jalen Brunson, jogador de basquete, em cena de espera, em noite de jogo do Corinthians, com Knicks em foco.
Fonte: www.uol.com.br | Reprodução

Um jejum de meio século: o peso da espera

Assim como o Corinthians de 1977, que carregava nas costas o peso de 23 anos sem títulos, os Knicks viviam uma seca de conquistas. Desde o título em 1973, o time acumulou frustrações e campanhas abaixo das expectativas. Apesar de ser uma das franquias mais valiosas da NBA, os Knicks frequentemente tropeçaram em más decisões administrativas e insucessos em quadra, frustrando uma das torcidas mais apaixonadas da liga.

A temporada 2025-26, no entanto, trouxe novos ares ao Madison Square Garden. Sob a liderança de Jalen Brunson, o armador que assumiu o papel de estrela e capitão, e com um elenco coeso e combativo, os Knicks começaram a sonhar novamente com o título. Eles terminaram a temporada regular na segunda posição da Conferência Leste, com um recorde de 54 vitórias e 28 derrotas, um dos melhores da franquia em décadas.

Jalen Brunson, jogador de basquete, em cena de espera, em noite de jogo do Corinthians, com Knicks em foco.
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O caminho até as finais: superação e resiliência

A trajetória dos Knicks nos playoffs foi marcada por superação. Na primeira rodada, enfrentaram o Miami Heat, uma equipe experiente e perigosa, mas conseguiram avançar em cinco jogos. Nas semifinais, o confronto contra o Philadelphia 76ers foi ainda mais acirrado, sendo decidido em sete jogos, com uma atuação magistral de Brunson no jogo decisivo.

Na final da Conferência Leste, os Knicks enfrentaram o Boston Celtics, uma das equipes mais tradicionais da NBA. Mais uma vez, a equipe nova-iorquina mostrou resiliência, vencendo a série por 4 a 2 e garantindo sua vaga nas Finais da NBA pela primeira vez desde 1999. O destaque foi a consistência defensiva e a capacidade de Jalen Brunson de entregar nos momentos mais cruciais.

O Jogo 5: um desfecho histórico

Com a série final contra o San Antonio Spurs empatada em 2 a 2, o Jogo 5 no Madison Square Garden era decisivo. A atmosfera era eletrizante, com a torcida nova-iorquina lotando o ginásio e transmitindo uma energia única, semelhante à que se viu no Morumbi em 1977, quando o Corinthians conquistou seu título histórico.

Jalen Brunson foi o protagonista da noite, entregando uma performance digna de MVP das Finais. O armador anotou 38 pontos, distribuiu 9 assistências e pegou 7 rebotes, liderando os Knicks a uma vitória apertada por 108 a 102. Seu controle da partida, somado a cestas cruciais nos minutos finais, lembrou a mítica atuação de Basílio pelo Corinthians, que marcou o gol do título em 1977. Não à toa, Brunson foi apelidado de "Mão de Anjo" pela imprensa nova-iorquina.

Comparando eras: Knicks e Corinthians

A comparação entre os Knicks e o Corinthians de 1977 vai além do simples intervalo de tempo sem títulos. Ambos os times enfrentaram adversidades, críticas e dúvidas ao longo de seus respectivos jejuns. Nos dois casos, o peso da história parecia um fardo insuportável, mas foi justamente essa pressão que impulsionou as equipes a superarem as expectativas.

Assim como o Corinthians contou com um elenco dedicado e uma torcida apaixonada, que acreditou até o último minuto, os Knicks encontraram força no apoio de seus fãs, que lotaram o Madison Square Garden durante toda a temporada e os empurraram para a vitória. A sinergia entre time e torcida foi um fator determinante para o desfecho da temporada.

Os números por trás do título

Jogador Pontos por Jogo (Finais) Rebotes por Jogo Assistências por Jogo
Jalen Brunson 28.4 6.1 8.3
RJ Barrett 22.6 7.4 4.2
Julius Randle 19.2 10.3 3.9

Os números mostram a relevância de Brunson como o motor do time. Além disso, RJ Barrett e Julius Randle desempenharam papéis fundamentais, garantindo consistência ofensiva e defensiva em momentos cruciais.

A resiliência de uma cidade

Nova York, assim como São Paulo em 1977, viveu dias de expectativa e ansiedade. A cidade, que respira basquete, aguardava ansiosamente por este momento. A vitória dos Knicks não foi apenas a conquista de um título; foi a quebra de um tabu que parecia interminável, um alívio para milhões de torcedores que nunca haviam visto a equipe erguer o troféu.

A Visão do Especialista

A conquista dos Knicks em 2026 é mais do que um marco esportivo; é uma lição de resiliência, planejamento e crença. A decisão de apostar em Jalen Brunson como líder e a montagem de um elenco equilibrado provaram ser as escolhas certas. Com o título, os Knicks têm agora a oportunidade de consolidar uma nova era de sucesso e deixar para trás as décadas de insucessos que assombraram a franquia.

Se este será o início de uma dinastia ou apenas um lampejo de glória, só o tempo dirá. Mas, por ora, os torcedores nova-iorquinos podem celebrar com justiça. Como diria um corintiano em 1977: "O sofrimento acabou!"

Jalen Brunson, jogador de basquete, em cena de espera, em noite de jogo do Corinthians, com Knicks em foco.
Fonte: www.uol.com.br | Reprodução

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