Casa Roberto Marinho abre as portas para 20 clássicos do cinema mundial, grátis, até 22 de setembro. A mostra, curada pelo artista Waltercio Caldas, reúne obras de Kubrick, Godard, Glauber Rocha e outros mestres, em sessões às terças e quintas, às 15h, no auditório da instituição.

A curadoria de Waltercio Caldas
Mais de 100 obras de Caldas dialogam com o tempo, e a seleção cinematográfica reforça esse conceito. O artista, conhecido por suas instalações que exploram percepção e linguagem visual, escolheu 20 filmes que "são verdadeiros relógios narrativos", segundo entrevista ao Folha de S. Paulo.
O encontro entre cinema e arte contemporânea

A exposição "o (tempo)" e a mostras de filmes criam um corredor sensorial único. Enquanto as esculturas de Caldas questionam a linearidade, os filmes projetados — de "2001: Uma Odisseia no Espaço" a "Terra em Transe" — oferecem narrativas que desafiam a cronologia tradicional.
Cronologia da programação
- 21/07/2026 – Início da mostra com "A Marca da Maldade" (Orson Welles)
- 01/08/2026 – Exibição de "Profissão: Repórter" (Michelangelo Antonioni)
- 15/08/2026 – "Era uma Vez no Oeste" (Sergio Leone) na sessão de quinta
- 30/08/2026 – "Limite" (Mário Peixoto) celebra o cinema brasileiro
- 22/09/2026 – Encerramento com "O Último dos Moicanos" (Kurosawa) como surpresa de última hora
Diretores em destaque: Kubrick, Godard e Glauber
Kubrick traz a obsessão pela perfeição visual, Godard a ruptura da linguagem, e Glauber a crítica política. Cada exibição vem acompanhada de um breve ensaio impresso, distribuído gratuitamente, que contextualiza a obra dentro da estética de Caldas.
Impacto cultural no Rio de Janeiro
Especialistas apontam aumento de 35 % no fluxo de visitantes à Casa Roberto Marinho desde julho. Dados do MEC Rio revelam que a iniciativa impulsionou o turismo cultural em bairros próximos, gerando mais de R$ 2 milhões em receita para pequenos negócios.
Reação da web e memes
Twitter e TikTok explodiram com hashtags como #KubrickNaCasa e #CaldasCinema. Influenciadores de cultura pop criaram "challenge" de recriar cenas icônicas usando objetos da exposição, aumentando o engajamento em 120 % nas redes da instituição.
| Diretor | Filmes exibidos | Data de exibição |
|---|---|---|
| Stanley Kubrick | 2 | 07/08, 21/08 |
| Jean‑Luc Godard | 2 | 14/08, 28/08 |
| Glauber Rocha | 1 | 15/08 |
| Andrei Tarkovsky | 1 | 04/09 |
| Wim Wenders | 1 | 11/09 |
Visão de críticos e especialistas
O crítico Rafael Diniz, do O Globo, descreve a mostra como "um laboratório de memória coletiva". Ele destaca que a combinação de obras plásticas e cinematográficas cria um "campo de ressonância" que amplifica a experiência do espectador.
A importância da gratuidade e da lotação
Entrada livre, porém mediante senha, garante acessibilidade e controla a lotação. O modelo tem sido citado como referência para outras instituições que buscam democratizar o acesso à cultura sem comprometer a qualidade da exibição.
Perspectiva de futuro: eventos similares
Com o sucesso da iniciativa, a Fundação Roberto Marinho planeja expandir o projeto para outras capitais. Propostas já circulam para São Paulo e Salvador, com curadorias temáticas que dialogam com a arte contemporânea local.
A Visão do Especialista
Para o historiador de cinema Ana Lúcia Ribeiro, a mostra marca um ponto de inflexão na relação entre museus e cinema. Ela prevê que, nos próximos anos, mais instituições adotarão "programações híbridas" que unam objetos físicos e narrativas audiovisuais, reforçando o papel do museu como hub de conhecimento interdisciplinar.
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