O Sudeste do Brasil registrou um marco histórico: pela primeira vez, mais de 20% de seus moradores vivem em apartamentos, conforme os dados divulgados pelo IBGE em abril de 2026. Este avanço revela mudanças profundas no perfil habitacional da região, que é a mais populosa do país, e traz implicações importantes para o mercado imobiliário e o orçamento das famílias.

O que os números dizem sobre a verticalização no Sudeste

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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), a parcela de moradores em apartamentos na região Sudeste subiu de 17,8% em 2024 para 20,2% em 2025. Isso significa que, no último ano, 1 em cada 5 habitantes passou a viver em prédios, totalizando cerca de 18 milhões de pessoas.

Este avanço acompanha um movimento crescente em todo o Brasil, onde a proporção de moradores de apartamentos também alcançou um recorde, passando de 13,3% para 15% no mesmo período.

Contexto histórico: como chegamos até aqui?

Há uma tendência clara de urbanização e verticalização que vem se consolidando ao longo da última década. Desde 2016, o número de brasileiros que moram em apartamentos cresceu 36,1%, enquanto no Sudeste o aumento foi de 27,9%. Este movimento reflete mudanças no uso do solo, com terrenos que antes abrigavam poucas casas sendo convertidos em edifícios habitacionais.

Segundo especialistas do IBGE, esta transformação é impulsionada por fatores econômicos, como a busca por maior densidade populacional e a valorização imobiliária em grandes centros urbanos. Além disso, questões de segurança e comodidade também desempenham papel essencial.

Impacto financeiro para os moradores de apartamentos

Viver em apartamentos pode trazer vantagens financeiras, mas também desafios. De um lado, morar em condomínios geralmente oferece maior segurança e acesso a áreas comuns, como academias e piscinas, que podem ser mais baratas em comparação com serviços individuais.

No entanto, os custos mensais com condomínio, manutenção e taxas extras podem pesar no orçamento. Em São Paulo, por exemplo, o valor médio de um condomínio residencial varia de R$ 400 a R$ 1.200, dependendo da localização e dos serviços oferecidos.

O que a verticalização significa para o mercado imobiliário?

A mudança para apartamentos está transformando a dinâmica do mercado imobiliário. Construtoras estão apostando em projetos verticais, que permitem abrigar mais famílias em menos espaço e, ao mesmo tempo, maximizar os lucros por metro quadrado.

Além disso, o aumento da demanda por apartamentos, especialmente em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, tem impulsionado a valorização desses imóveis. Dados de 2025 indicam um crescimento médio de 8% nos preços de apartamentos na região Sudeste, enquanto casas tiveram um aumento bem mais modesto.

Comparativo entre regiões do Brasil

Embora o Sudeste lidere a verticalização, outras regiões do país apresentam dinâmicas diferentes. No Norte, por exemplo, apenas 7% dos moradores vivem em apartamentos, enquanto 92,9% residem em casas. Este contraste evidencia desafios regionais, como infraestrutura urbana e cultura local, além de diferenças na densidade populacional.

Região % de moradores em apartamentos (2025) % de moradores em casas (2025)
Sudeste 20,2% 79,6%
Norte 7% 92,9%
Brasil 15% 84,8%

Segurança: um fator decisivo na escolha

Pesquisas apontam que a busca por segurança é um dos principais motivos para a escolha de apartamentos. Condições como portaria 24h, câmeras de vigilância e o isolamento do contato direto com a rua são vantagens que atraem muitas famílias, sobretudo em áreas urbanas mais densas.

Essa percepção de segurança justifica o aumento da demanda, influenciando tanto os preços dos imóveis quanto o perfil dos novos projetos arquitetônicos.

Oportunidades e desafios para investidores

Para investidores, o crescimento da demanda por apartamentos no Sudeste representa uma oportunidade. Empreendimentos bem localizados e com infraestrutura moderna têm maior liquidez e valorização. Além disso, o mercado de aluguel segue aquecido, em especial nas capitais.

No entanto, o desafio está em equilibrar os custos de construção com preços competitivos, especialmente em um cenário econômico de alta inflação e taxas de juros elevadas, que encarecem o crédito imobiliário.

Quais cidades lideram o movimento?

Entre as capitais do Sudeste, Vitória se destaca, com 46,7% de seus moradores vivendo em apartamentos. Em contraste, São Paulo tem uma proporção menor, de 37,4%, enquanto Belo Horizonte e Rio de Janeiro têm números intermediários.

Essa diferença pode ser explicada pelo perfil urbano de cada cidade. Na capital paulista, por exemplo, ainda há um grande número de casas, que representam 62,5% das moradias.

A Visão do Especialista

A crescente verticalização no Sudeste aponta para um futuro onde apartamentos devem se tornar a escolha predominante de moradia. Este fenômeno reflete mudanças sociais e econômicas, como o aumento da urbanização, a busca por segurança e o fortalecimento do mercado imobiliário.

Para o consumidor, é essencial avaliar cuidadosamente o custo-benefício dessa escolha, considerando não apenas o preço do imóvel, mas também os gastos mensais com condomínio e manutenção. Por outro lado, investidores devem estar atentos às tendências regionais e às demandas específicas do público, como localização e infraestrutura.

Com o mercado em constante transformação, acompanhar esses movimentos é crucial para tomar decisões financeiras mais estratégicas. Compartilhe esta reportagem com seus amigos e participe da conversa sobre o futuro da moradia no Brasil!