Uma pesquisa Datafolha divulgada em 15/04/2026 revelou que Alexandre de Moraes é o ministro do STF mais conhecido no Brasil, com 89 % de reconhecimento. O levantamento, realizado entre 7 e 9 de abril, entrevistou 2.004 pessoas em 137 municípios, com margem de erro de ± 2 pontos percentuais.

Metodologia e margem de erro
A amostra foi ponderada por sexo, idade, nível de escolaridade e região, seguindo padrões de pesquisas eleitorais do TSE. As perguntas incluíram reconhecimento espontâneo e avaliações de desempenho, permitindo cálculo de índice de aprovação (ótimo/bom menos ruim/péssimo).
Ranking de reconhecimento
Além de Moraes (89 %), a ministra Cármen Lúcia aparece em segundo lugar, conhecida por 68 % dos entrevistados, seguida por Gilmar Mendes com 62 %. Os demais membros da Corte que superam o limiar de 50 % são Dias Toffoli (54 %) e o relator do caso Master, André Mendonça (42 %).
Ministros menos conhecidos
Kassio Nunes Marques, Cristiano Zanin e André Mendonça registram reconhecimento abaixo de 40 %. Essa tendência acompanha o tempo de posse, refletindo menor exposição midiática dos magistrados mais recentes.
Índice de avaliação dos ministros
O índice de avaliação é obtido subtraindo‑se a taxa de ruim/péssimo da taxa de ótimo/bom. Assim, André Mendonça lidera com +26 pontos, enquanto o ex‑relator do caso Master, Dias Toffoli, registra –16 pontos, o pior resultado entre os avaliados.
Desempenho de André Mendonça e Dias Toffoli
Apesar de ser menos conhecido, Mendonça obteve 39 % de avaliações ótimas ou boas e apenas 13 % negativas. Toffoli, por sua vez, recebeu 19 % de avaliações positivas e 35 % negativas, indicando forte descrédito.
Comparativo de reconhecimento e avaliação
| Ministro | Reconhecimento (%) | Índice de avaliação |
|---|---|---|
| Alexandre de Moraes | 89 | +12 |
| Cármen Lúcia | 68 | +5 |
| Gilmar Mendes | 62 | +8 |
| André Mendonça | 42 | +26 |
| Dias Toffoli | 54 | –16 |
Percepção do poder do STF
75 % dos entrevistados acreditam que os ministros do STF têm poder excessivo, enquanto 71 % consideram a Corte essencial à democracia. Essa dualidade evidencia um descrédito crescente, porém ainda há reconhecimento da função institucional.
Divisões políticas na percepção
Entre eleitores de Jair Bolsonaro, 88 % apontam poder excessivo; entre eleitores de Luiz Inácio Lula, 64 % compartilham da mesma opinião. Contudo, 84 % dos apoiadores de Lula defendem o papel essencial do STF, contra 60 % dos bolsonaristas.
Repercussão no mercado financeiro
Analistas de mercado apontam que o descrédito institucional pode elevar o risco‑país, refletindo em volatilidade nos índices Bovespa e no câmbio. A percepção de instabilidade judicial costuma desencorajar investimentos estrangeiros de longo prazo.
Visão de especialistas em Direito Constitucional
Professores de Direito da USP e da FGV ressaltam que a alta visibilidade de Moraes está ligada a sua atuação em casos de desinformação e segurança pública. Eles alertam que a concentração de atenção em poucos ministros pode distorcer a avaliação pública da Corte como um todo.
Contexto histórico de popularidade do STF
Desde a redemocratização, a Corte tem alternado entre períodos de alta credibilidade e fases de crise institucional. O caso do banco Master, iniciado em 2023, marcou a primeira sondagem ampla sobre a confiança no STF, gerando a atual onda de ceticismo.
A Visão do Especialista
Para o jurista Carlos Alberto Carvalho, o próximo passo será a consolidação de mecanismos de transparência que reduzam a percepção de poder concentrado. Ele recomenda que o STF invista em comunicação institucional e em processos decisórios mais colaborativos, a fim de equilibrar a confiança popular com a necessidade de independência judicial.
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