Resumo do ranking de abril 2026

Honda mantém a liderança absoluta, enquanto Bajaj entra no Top 5 pela primeira vez. Em abril, a montadora japonesa emplacou 138.660 unidades, representando 65,83 % do mercado, e a Bajaj registrou 3.190 motos, garantindo a quinta posição.

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Contexto histórico do mercado de duas rodas

Nos últimos cinco anos, o segmento de motocicletas no Brasil tem experimentado um crescimento sustentado, impulsionado por urbanização acelerada e políticas de crédito facilitado. Em 2022, o volume anual ficou em torno de 650 mil unidades; em 2025, já ultrapassava 730 mil, sinalizando uma tendência de expansão que beneficia principalmente o bolso do consumidor.

Gráficos de vendas de motocicletas em abril, com Honda na liderança e Bajaj em 5ª posição.
Fonte: motor1.uol.com.br | Reprodução

Dados de vendas e participação de mercado

Em abril de 2026, foram registradas 210.649 motocicletas, um aumento de 15,3 % em relação ao mesmo período de 2025. A tabela abaixo sintetiza os números das cinco marcas líderes.

Gráficos de vendas de motocicletas em abril, com Honda na liderança e Bajaj em 5ª posição.
Fonte: motor1.uol.com.br | Reprodução
MarcaUnidades (Abril 2026)% Mercado
Honda138.66065,83 %
Yamaha29.40213,96 %
Shineray12.5075,94 %
Mottu9.7644,64 %
Bajaj3.1901,51 %

Honda: a hegemonia consolidada

Com preços que variam de R$ 6,800 a R$ 12,500, a Honda oferece o melhor custo‑benefício para quem busca durabilidade. Seu amplo portfólio, que inclui a Pop 110i e a CG 160, garante alta margem de revenda e menores custos de manutenção, fatores decisivos para o consumidor de baixa e média renda.

Yamaha e a disputa pelo segundo lugar

A Yamaha, ao focar em modelos como a Fazer 250 e a XMAX 300, aposta em desempenho premium a preços ainda acessíveis. Com unidades entre R$ 9,000 e R$ 15,000, a marca captura compradores que valorizam tecnologia avançada sem comprometer excessivamente o orçamento.

Shineray e a ascensão das marcas chinesas

Shineray conquistou 12.507 unidades graças a um posicionamento de preço agressivo, entre R$ 5,500 e R$ 9,200. Essa estratégia pressiona as montadoras tradicionais e abre espaço para consumidores que priorizam o preço de entrada sobre a reputação da marca.

Mottu: a força regional

Com 9.764 motos vendidas, a Mottu foca no segmento de 150 cc a 200 cc, ideal para deslocamentos urbanos. Seus valores médios de R$ 7,200 a R$ 10,000 oferecem um ponto de equilíbrio entre economia de combustível e conforto.

Bajaj rompe a barreira do Top 5

A entrada da Bajaj no Top 5 sinaliza a democratização do mercado de duas rodas, ao oferecer modelos entre R$ 6,000 e R$ 9,800. A marca indiana tem apostado em design moderno e baixo custo de manutenção, atraindo especialmente jovens compradores e micro‑empreendedores.

Avelloz e Royal Enfield: nichos em expansão

Avelloz (3.034 unidades) e Royal Enfield (3.011 unidades) consolidam suas presenças em segmentos de médio e alto cilindrada. Enquanto Avelloz privilegia a relação preço‑potência, a Royal Enfield aposta no apelo de estilo clássico, justificando margens mais elevadas.

Segmento premium: Triumph supera a BMW

Triumph vendeu 1.316 unidades, ultrapassando a BMW, que ficou com 1.264. Essa inversão reflete a preferência dos consumidores de alta renda por design britânico e menor custo de importação, impactando diretamente a percepção de valor no segmento premium.

Acumulado do ano: quem leva a melhor?

No acumulado de janeiro a abril, a Honda soma 512.693 motos, quase cinco vezes a Yamaha (108.154). A seguir, Shineray registra 50.806 unidades e Mottu 35.896, indicando que a concentração de vendas ainda favorece as gigantes, mas há espaço crescente para concorrentes de preço mais baixo.

  • Honda: 512.693 unidades (≈ 65 % do acumulado)
  • Yamaha: 108.154 unidades (≈ 13,7 %)
  • Shineray: 50.806 unidades (≈ 6,4 %)
  • Mottu: 35.896 unidades (≈ 4,5 %)

Perspectivas para o próximo semestre

Analistas preveem continuidade da alta, impulsionada por financiamentos com juros abaixo de 1,5 % ao mês e incentivos fiscais estaduais. A expectativa de lançamentos de modelos 2027, aliada à pressão competitiva, pode gerar nova guerra de preços, beneficiando diretamente o consumidor final.

A Visão do Especialista

Para o bolso do brasileiro, a diversificação de marcas e a entrada de concorrentes como a Bajaj ampliam as opções de compra com melhor relação custo‑benefício. Recomenda‑se avaliar o preço total de propriedade (PTP), que inclui financiamento, seguro e manutenção, antes de fechar negócio. A tendência de crescimento sólido do setor indica que investir em uma moto ainda é uma alternativa financeiramente saudável para deslocamento diário e geração de renda.

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