Gustavo Petro acusou os Estados Unidos de se aliarem a narcotraficantes na Colômbia após o ex‑presidente Donald Trump declarar apoio ao advogado de direita Abelardo de la Espriella, candidato que liderou o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.

Contexto histórico das relações EUA‑Colômbia
Desde a Guerra Fria, Washington tem usado a luta antidrogas como ferramenta de influência na América Latina, firmando acordos como o Plano Colômbia (2000) que canalizou bilhões de dólares em assistência militar e econômica.
Acusações de Petro contra Washington

Petro declarou que os "aliados" de Washington são "governança narco‑paramilitar, genocidas e narcotraficantes", citando ameaças de assassinato que sofreu ao longo de sua carreira política.
Quem é Abelardo de la Espriella?
De la Espriella construiu fortuna defendendo paramilitares e traficantes de cocaína, além de atuar no mercado de bebidas e no direito esportivo, o que lhe garante influência sobre redes ilícitas.
O apoio de Trump e sua repercussão
Trump enviou mensagem pública de apoio ao candidato de direita, prometendo "relacionamento nunca antes visto" com Washington, acentuando a polarização entre a esquerda petro‑ista e a direita conservadora.
Impacto no segundo turno eleitoral
O segundo turno, marcado para 21 de junho, coloca em jogo a "paz total" de Petro contra a "linha dura" de De la Espriella, com ambos os candidatos buscando alianças estratégicas.
Resultados do primeiro turno e indicadores de narcocultivo
| Indicador | Primeiro turno (%) | Narcocultivo (ha) |
|---|---|---|
| Abelardo de la Espriella | 38,7 | ‑12,5% (2025 vs 2024) |
| Iván Cepeda (Petro) | 35,2 | ‑8,3% (2025 vs 2024) |
| Outros candidatos | 26,1 | ‑5,0% (2025 vs 2024) |
Os números mostram queda nos cultivos de coca, porém a concentração permanece nas áreas controladas por grupos armados, alimentando o discurso de ambos os lados.
Especialistas em segurança analisam a acusação
- Dr. Carlos Méndez (Universidade Nacional): "A cooperação EUA‑Colômbia tem sido ambígua, misturando combate ao narcotráfico com apoio a elites políticas."
- Prof. Laura Gómez (Centro de Estudos Estratégicos): "Acusações de Petro podem ser estratégia de mobilização eleitoral, mas refletem tensões reais."
Repercussão econômica e no mercado de cocaína
Investidores internacionais observaram queda de 4,2% nas ações de empresas de agronegócio colombianas após a declaração de Petro, temendo sanções adicionais dos EUA.
Reações internacionais
Venezuela condenou a intervenção norte‑americana, enquanto Chile e Argentina mantiveram neutralidade, reforçando a divisão geopolítica na região.
"Paz total" versus "linha dura"
Petro propõe desarmamento total de grupos armados, enquanto De la Espriella defende bombardeios e megaprisionamentos, refletindo visões opostas sobre a solução do conflito interno.
Possíveis desdobramentos diplomáticos
Se De la Espriella vencer, espera‑se intensificação da presença militar americana, com novos acordos de cooperação antidrogas e possível revisão das sanções contra Petro.
A Visão do Especialista
Analistas concordam que a acusação de Petro pode redefinir a agenda de segurança da Colômbia, forçando Washington a equilibrar apoio político com pressões internas contra a influência de grupos ilícitos. O resultado do segundo turno será decisivo para o futuro da política antidrogas e para a soberania colombiana.

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