Na madrugada de 10 de julho de 2026, o corpo do advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, foi encontrado sem vida na Rua Fradique Coutinho, no bairro de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. A vítima, que estava desaparecida desde a noite anterior, foi localizada cerca de 40 minutos após ter sido registrada por câmeras de segurança em uma adega na Vila Madalena, acompanhado por um homem de boné branco. A Polícia Civil de São Paulo está investigando o caso e já identificou um suspeito, além de apurar a possível participação de outras pessoas no crime.
O que aconteceu na noite do desaparecimento
De acordo com informações preliminares da investigação, Pedro Ely havia saído com um amigo para assistir aos jogos da Copa do Mundo em um bar na Vila Madalena. Por volta de 0h30, ambos deixaram o local em um carro de aplicativo, mas se separaram no destino. Pedro seguiu sozinho para outro local, supostamente para encontrar alguém com quem teria marcado um encontro através de um aplicativo de relacionamento.
Imagens de uma câmera de segurança mostram o advogado entrando em uma adega na Rua Aspicuelta, na companhia de um homem de boné branco, por volta das 2h50. Cerca de 40 minutos depois, Pedro foi encontrado desacordado a poucas quadras dali.
Suspeitas de roubo e tentativa de fraude
A investigação apurou que o cartão bancário da vítima foi utilizado na tentativa de realizar uma compra de R$ 8 mil em um estabelecimento na região da Avenida Paulista. A transação foi recusada pelo banco, mas reforçou a hipótese de que Pedro Ely pode ter sido vítima de um roubo antes de sua morte. A polícia também está analisando a possibilidade de o encontro por aplicativo ter sido premeditado para atrair a vítima.
Testemunhas e evidências
Segundo testemunhas, Pedro foi visto caminhando pela Rua Fradique Coutinho na madrugada, aparentando estar passando mal. Ele teria se ajoelhado, deitado na calçada e vomitado antes de ser encontrado sem vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionado por volta das 4h, constatou que a vítima estava com as pupilas dilatadas e sem sinais vitais. Não havia lesões aparentes em seu corpo.
Além disso, foram registrados três pedidos de socorro ao Samu relacionados ao advogado, sendo o último feito por uma mulher, que supostamente estava em um veículo que deixou Pedro no local. A polícia investiga se essa mulher está envolvida no caso e busca identificá-la para prestar depoimento.
Exames e cronologia dos fatos
O corpo de Pedro Ely foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exames necroscópico e toxicológico, que deverão determinar a causa da morte e identificar se ele ingeriu alguma substância tóxica ou ilícita. Os resultados devem ser divulgados em até três semanas.
A polícia também trabalha para reconstituir os deslocamentos do advogado na noite do ocorrido. O boletim de desaparecimento, registrado pela família, solicita acesso aos registros das corridas realizadas pelo aplicativo de transporte utilizado por Pedro.
Possíveis implicações dos encontros por aplicativos
Especialistas em segurança digital alertam que o uso de aplicativos de relacionamento deve ser acompanhado de cautela. Segundo o especialista em cibersegurança Maurício Andrade, "o aumento no uso desses aplicativos também ampliou os riscos de golpes e crimes planejados, como roubos e até casos de violência". É recomendável que encontros sejam marcados em locais públicos e que familiares ou amigos sejam informados sobre a programação.
Reações e mobilização da família
Familiares e amigos de Pedro Ely estão profundamente abalados com o ocorrido. Em entrevista, o irmão do advogado afirmou que a família está aguardando respostas sobre o que de fato aconteceu naquela noite. "Não sabemos ainda o que aconteceu, se teve mal súbito, o que houve. Vamos ter que esperar", relatou.
A notícia sobre a morte de Pedro gerou comoção, especialmente entre colegas de profissão que destacaram sua dedicação à advocacia e lamentaram a perda precoce.
Casos semelhantes: um alerta à sociedade
Infelizmente, o caso de Pedro Ely não é isolado. Nos últimos anos, houve um aumento de registros de crimes relacionados a encontros marcados por meio de aplicativos. Apenas em São Paulo, entre 2024 e 2025, os casos de furtos e roubos associados a esse tipo de encontro cresceram 35%, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública.
| Ano | Casos Relacionados a Encontros por Aplicativos | Aumento (%) |
|---|---|---|
| 2024 | 1.200 | - |
| 2025 | 1.620 | 35% |
A Visão do Especialista
A morte do advogado Pedro Ely reforça a urgência de discutir medidas de segurança no uso de aplicativos de relacionamento e transporte. Para a criminóloga Ana Paula Silveira, "a tecnologia trouxe inegáveis avanços, mas também abriu uma nova frente para crimes que se utilizam da confiança e da vulnerabilidade das pessoas".
Enquanto a investigação segue para esclarecer os fatos e identificar os responsáveis, este caso serve como um alerta para que usuários de aplicativos tomem precauções. A sociedade deve exigir tanto mais segurança das plataformas digitais quanto maior rigor nas investigações e punições para quem utiliza esses meios de forma indevida.
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