Produtora Go Up é processada por não pagar a locação de um café em São Paulo, demandando R$ 11,3 mil ao proprietário. A ação judicial, aberta em 15/05/2026, aponta que a empresa utilizou o espaço além do contrato para gravar cenas de um filme sobre o ex‑presidente Jair Bolsonaro.

Contexto da produção cinematográfica
O longa‑metragem sobre Bolsonaro, ainda em fase de pós‑produção, tem gerado polêmica política e midiática. As filmagens ocorreram em dezembro de 2025, quando a equipe buscava ambientações urbanas típicas da capital paulista.
Contrato de locação e uso indevido
O acordo original previa a ocupação do café apenas no dia 6 de dezembro, com uso restrito ao interior. Contudo, a produtora adiantou a entrada e ocupou também o estacionamento, área não contemplada no contrato.
Prejuízos alegados pelo locador
O dono do estabelecimento relata perda de receita pelo bloqueio do estacionamento, que gera R$ 1,5 mil diários de faturamento. Além disso, reclama a falta de pagamento pela diária extra de uso do salão.
Detalhamento da demanda judicial
Na petição, o autor solicita R$ 11,3 mil, somando diária extra, indenização por perda de estacionamento e juros moratórios. A proposta de R$ 3 mil feita pela Go Up foi rejeitada.
| Item | Valor (R$) |
|---|---|
| Diária extra (2 dias) | 2.200 |
| Prejuízo estacionamento (5 dias) | 7.500 |
| Juros e multas | 1.600 |
| Total | 11.300 |
Reação do proprietário
Em entrevista, o empresário afirmou que a falta de pagamento comprometeu a operação do café por uma semana. Ele enviou e‑mails e notificações, mas não obteve resposta da produtora.
Defesa da Go Up
A produtora alegou que acordos verbais não têm validade sem aprovação da diretoria. Segundo o advogado da empresa, a cobrança seria "exagerada" e não refletiria os custos reais.
Falha de comunicação e endereço
Documentos mostram que a citação enviada à Avenida Paulista foi devolvida, indicando ausência de sede física. E‑mails ao contato dos EUA retornaram com "e‑mail não existe".
Repercussão nas redes sociais
- #BolsonaroFilm trending no Twitter com 120 mil menções.
- Influenciadores de cinema criticam a falta de profissionalismo.
- Grupos de apoio ao ex‑presidente defendem a produtora, alegando perseguição política.
Opinião de especialistas em direito audiovisual
Advogados de entretenimento destacam que contratos de locação são documentos "públicos" e devem conter cláusulas de uso de áreas comuns. Falhas como esta podem gerar multas e atrasar a liberação de direitos de imagem.
Impacto no mercado cinematográfico brasileiro
Casos de inadimplência em produção podem assustar investidores e dificultar financiamento de projetos independentes. A disputa pode ainda atrasar a estreia do filme, afetando a agenda de festivais internacionais.
A Visão do Especialista
Para o analista de mídia Laura Silva, o litígio sinaliza um alerta para produtoras que operam em múltiplas jurisdições. Ela recomenda a formalização de todos os aditivos contratuais e a criação de um "compliance de locação" interno, mitigando riscos de paralisações e danos reputacionais.
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