O Partido dos Trabalhadores (PT) rejeitou oficialmente a tentativa de Emanuel Pinheiro de retirar a médica Natasha Slhessarenko da disputa pelo governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. A decisão foi anunciada em 12/06/2026, após intensas negociações nos bastidores entre PT e PSD.

Contexto histórico das alianças em Mato Grosso
Desde a redemocratização, o PT tem buscado parcerias estratégicas no Centro-Oeste para ampliar sua presença eleitoral. Em 2022, a vitória de Jair Bolsonaro consolidou a tendência conservadora no estado, motivando a sigla petista a fortalecer acordos com o PSD.
Investida de Emanuel Pinheiro
Emanuel Pinheiro, ex-prefeito de Cuiabá, tentou posicionar-se como pré-candidato do PSD, pressionando pela substituição de Natasha Slhessarenko. Fontes internas apontam que Pinheiro teria usado sua influência sobre lideranças locais para negociar apoio ao seu nome.
Reação do PT
O PT emitiu nota oficial afirmando que não há espaço para "manobras que fragilizem a aliança" com o PSD. O porta-voz estadual, Carlos Oliveira, declarou que a permanência de Natasha é essencial para a estratégia de 2026.
Posicionamento do PSD
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, reafirmou o apoio à pré-candidatura de Natasha Slhessarenko e descartou mudanças de estratégia neste momento. Em entrevista ao Diário de Cuiabá, Kassab ressaltou a importância da continuidade para a estabilidade da coligação.
Perfil e trajetória de Natasha Slhessarenko
Natasha, médica e filha da ex-senadora Serys Slhessarenko, tem se destacado como símbolo de renovação e moderação no campo centro-esquerda. Pesquisas de intenção de voto a colocam entre os três principais nomes do cenário estadual.
Intenção de voto – Pesquisa de campo (abril/2026)
| Candidato | Intenção de voto |
|---|---|
| Natasha Slhessarenko (PSD/PT) | 28% |
| Otaviano Pivetta (Republicanos) | 24% |
| Wellington Fagundes (PL) | 19% |
| Jayme Campos (União Brasil) | 15% |
| Outros | 14% |
Os números indicam que a permanência de Natasha mantém o campo de centro-esquerda em posição competitiva. Qualquer mudança poderia redistribuir esses percentuais.
Impacto no mercado político estadual
A tentativa de Pinheiro pode gerar fissuras na coalizão PT‑PSD, favorecendo a fragmentação da direita. Analistas alertam que a divisão entre Pivetta, Fagundes e Campos pode abrir espaço para um desempenho mais forte de candidatos moderados.
Cronologia dos principais fatos (junho 2026)
- 02/06 – Emanuel Pinheiro anuncia intenção de pré-candidatura ao PSD.
- 05/06 – Rumores de substituição de Natasha surgem em grupos de apoio.
- 08/06 – PT emite nota de rejeição à manobra de Pinheiro.
- 10/06 – Gilberto Kassab confirma apoio a Natasha em entrevista.
- 12/06 – PT oficializa recusa e reafirma aliança com PSD.
Análise de especialistas em ciência política
Prof.ª Mariana Duarte, da UFMT, destaca que "a estabilidade da aliança PT‑PSD é crucial para romper o domínio conservador em Mato Grosso". Ela aponta que a presença de um candidato moderado como Natasha pode atrair eleitores indecisos.
Relação com o cenário nacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem incentivado a formação de frentes regionais capazes de competir contra a direita. O PT vê em Natasha uma ponte para ampliar seu palanque no Centro-Oeste, alinhando a estratégia estadual à agenda nacional.
Possíveis consequências de uma troca
Se Natasha fosse substituída, o PSD poderia perder a base de apoio construída em torno da família Slhessarenko. Além disso, a aliança com o PT ficaria vulnerável, potencializando a fragmentação da oposição e reduzindo a competitividade da esquerda.
A Visão do Especialista
Segundo o analista político Carlos Meireles, a rejeição do PT à investida de Pinheiro sinaliza a prioridade de manter a coesão partidária até a definição definitiva de candidaturas. Ele alerta que, nos próximos meses, negociações nacionais e estaduais moldarão a configuração final do pleito, e que a permanência de Natasha pode ser decisiva para equilibrar o campo eleitoral em um estado historicamente conservador.
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