Publicidade digital no Brasil disparou 12,7% em 2025, alcançando R$ 42,7 bilhões, segundo o relatório Digital Adspend 2026 do IAB Brasil, consolidando o meio como o principal vetor de investimento das marcas.
Contexto histórico e ritmo de crescimento
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Desde 2020, quando a série começou, o gasto acumulado subiu 80%, revelando uma transição acelerada do tradicional ao digital. Esse salto reflete a maturação das plataformas e a confiança dos anunciantes.
Distribuição dos formatos de mídia
O vídeo lidera a carteira com 49% dos recursos, seguido por texto (26%) e imagem (25%). O predomínio do audiovisual indica que o consumidor está cada vez mais focado em conteúdo dinâmico.
Canais de veiculação mais relevantes
Redes sociais concentram 55% do investimento, o search responde por 26% e os publishers e verticais de conteúdo somam 19%. Essa hierarquia reforça o papel das plataformas sociais como motor de performance.
Retail media: a nova fronteira do comércio
O retail media atingiu R$ 4,8 bilhões, crescendo 37% em relação a 2024. Marcas estão apostando em anúncios dentro dos próprios ambientes de compra para captar o consumidor no ponto de decisão.
Digital Out‑of‑Home (DOOH) entra em cena
Investimentos em DOOH somaram R$ 4,4 bilhões, com destaque para mobiliário urbano, aeroportos e edifícios corporativos. Essa expansão traz visibilidade 24 h em locais de grande fluxo.
| Ano | Investimento Total (R$ bi) | Retail Media (R$ bi) | DOOH (R$ bi) | Crescimento % |
|---|---|---|---|---|
| 2023 | 38,0 | 3,5 | 3,2 | 9,5 |
| 2024 | 38,0 | 3,5 | 3,2 | 0,0 |
| 2025 | 42,7 | 4,8 | 4,4 | 12,7 |
Equilíbrio sazonal dos investimentos
Em 2025, o primeiro semestre absorveu 20,8% da verba, enquanto o segundo semestre ficou com 21,9%, a menor diferença da série histórica. Essa uniformidade indica que as marcas estão distribuindo recursos ao longo do ano para otimizar resultados.
Presença constante nos quatro trimestres
Foi a primeira vez que o gasto ultrapassou R$ 10 bilhões em todos os quatro trimestres, transformando a curva de crescimento em um plano estável. Tal consistência favorece o planejamento de mídia de longo prazo.
Setores que lideram a alocação digital
Comércio representa 25% da verba, eletrônicos e informática 8%, financeiro 6%, educação 5% e mídia 4%. Esses segmentos são os que mais reconhecem o retorno mensurável do digital.
Setores com maior dependência do digital
Oito segmentos dedicaram 50% ou mais de seu orçamento à mídia digital, destacando‑se eletrônicos (79%), brinquedos (77%) e educação (62%). Esses números revelam a digitalização profunda de categorias tradicionalmente offline.
Metodologia robusta do IAB Brasil
A pesquisa combina captura direta de anúncios em 1.600 sites, buscadores, redes sociais e meios tradicionais, com análise de dados do Ibope, independentemente do modelo de compra. Essa abordagem garante representatividade e confiabilidade dos números.
Impacto financeiro para o anunciante
O aumento de 12,7% implica em maior competitividade, mas também em oportunidades de ROI mais elevado graças à mensuração precisa. Investir em formatos de alta performance, como vídeo e retail media, pode reduzir o custo por aquisição (CPA).
Oportunidades para pequenas e médias empresas
Plataformas programáticas e segmentação avançada permitem que PMEs alcancem públicos específicos com orçamentos menores. O custo‑benefício melhora quando se utiliza otimização em tempo real e testes A/B.
Desafios e cuidados necessários
Privacidade de dados, aumento de fraudes publicitárias e a carga tributária sobre serviços digitais permanecem como barreiras. Empresas que adotam soluções de verificação e compliance fiscal tendem a proteger seu investimento.
A Visão do Especialista
Com a consolidação do digital como eixo central, o próximo ciclo deverá ser marcado por integração omnichannel e maior investimento em IA para otimização de criativos. Para o bolso do anunciante, isso significa que a alocação inteligente de verba digital continuará a gerar margens superiores em comparação ao mídia tradicional.
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