A mais recente pesquisa realizada pela Quaest, divulgada em 13 de maio de 2026, revelou que 49% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 46% demonstram aprovação. Esses números indicam uma leve oscilação em relação ao levantamento anterior, de abril, quando a desaprovação era de 52% e a aprovação de 43%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
O Panorama Regional e Demográfico
Os dados por região mostram que o Nordeste continua sendo o principal reduto de apoio ao governo Lula, com uma aprovação de 63%. No entanto, as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste/Norte registraram índices de desaprovação mais elevados, de 54%, 61% e 52%, respectivamente. Esses números refletem as diferenças históricas de percepção política entre as regiões brasileiras.
Entre os grupos demográficos, os mais jovens (16 a 34 anos) demonstraram maior desaprovação, com 55% contra 41% de aprovação. Já entre as mulheres, a situação parece mais equilibrada: 48% aprovam o governo, enquanto 44% desaprovam. A comparação com o levantamento anterior indica uma redução na rejeição entre os dois grupos, embora ainda permaneça significativa.
Religião e Preferências Políticas
O recorte religioso também apresenta diferenças notáveis. Entre os católicos, a aprovação ao governo subiu de 49% em abril para 55% em maio, enquanto a desaprovação caiu de 46% para 42%. Por outro lado, entre os evangélicos, a desaprovação aumentou de 61% para 65%, consolidando um cenário de maior resistência a Lula nesse segmento.
Avaliações Gerais e Expectativa de Reeleição
Além dos índices de aprovação e desaprovação, a Quaest também investigou a percepção geral sobre o governo Lula. Para 39% dos entrevistados, a avaliação é negativa, enquanto 34% consideram o governo positivo. Em relação à possibilidade de reeleição, 41% acreditam que Lula merece mais quatro anos no poder, enquanto 55% discordam dessa ideia.
Outro dado relevante é a percepção sobre os rumos do país: 38% dos participantes acreditam que o Brasil está na direção certa, mas 53% avaliam que o país segue no caminho errado. Esses números sugerem uma divisão significativa na opinião pública sobre o atual momento político e econômico.
Comparações com a Oposição
Em um cenário de polarização política, a pesquisa também buscou compreender como os eleitores comparam Lula com figuras da oposição, como Flávio Bolsonaro. A Quaest revelou que 40% dos entrevistados consideram Lula mais moderado que o PT, enquanto 39% veem Flávio Bolsonaro como mais moderado que sua própria família. Essa percepção pode influenciar a dinâmica eleitoral nos próximos meses.
Impacto das Políticas Recentes
Ao longo de maio, o governo Lula anunciou medidas significativas, como o programa "Desenrola 2.0", que busca renegociar dívidas utilizando recursos do FGTS, e um novo programa de combate ao crime organizado. Apesar dessas iniciativas, os números da pesquisa sugerem que os efeitos dessas ações ainda não se refletiram completamente na opinião pública.
Outro fator que pode influenciar a avaliação do governo é a recente decisão de subsidiar os preços da gasolina e do diesel, uma medida anunciada no início de maio. A política tem como objetivo conter a alta dos combustíveis, um tema sensível para a população e que impacta diretamente o custo de vida no país.
Os Dados da Pesquisa Quaest
| Categoria | Aprovação (%) | Desaprovação (%) |
|---|---|---|
| Geral | 46 | 49 |
| Mulheres | 48 | 44 |
| Jovens (16 a 34 anos) | 41 | 55 |
| Nordeste | 63 | 37 |
| Sudeste | 46 | 54 |
Metodologia da Pesquisa
A pesquisa foi conduzida pela Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.
A Visão do Especialista
Os dados da pesquisa Quaest destacam um cenário político polarizado e dinâmico no Brasil. A leve melhora nos índices de aprovação do governo em relação à pesquisa de abril pode indicar que algumas das políticas recentes, como o "Desenrola 2.0" e a redução do preço dos combustíveis, estão começando a surtir efeito.
No entanto, a alta desaprovação entre jovens e em regiões como o Sul e Sudeste evidencia os desafios que Lula enfrentará para ampliar sua base de apoio antes das eleições presidenciais de outubro. A percepção de que o país está na direção errada, compartilhada por mais de 50% dos entrevistados, também é um ponto sensível que requer atenção estratégica.
Com cinco meses até o pleito, o governo terá que intensificar seus esforços para atender às demandas de diferentes setores da sociedade e tentar reverter a tendência de insatisfação. A batalha pela narrativa pública será crucial, especialmente em um contexto de oposição polarizada e desafiador cenário econômico.
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