Geraldo Alckmin afirmou que quem defende a ditadura não deveria ser candidato a cargos eletivos. A declaração foi feita durante o balanço de seu mandato à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O vice‑presidente do Brasil, filiado ao PSB, utilizou o evento para reforçar o compromisso com a democracia representativa.
"Quem não acredita no povo, por que se candidatar?", questionou Alckmin. A frase foi repetida ao final da reunião, gerando ampla cobertura na mídia nacional.
Qual o contexto político da declaração?
Alckmin anunciou que deixaria o comando do MDIC na quinta‑feira, 2 de abril, para assumir a candidatura à vice‑presidência nas eleições de outubro.
Na terça‑feira, 31 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o governador de São Paulo será pré‑candidato a vice‑presidente na chapa de reeleição.
"O companheiro Alckmin terá que deixar o MDIC porque será candidato a vice‑presidente da República outra vez", afirmou Lula.
Quais são as exigências legais para ocupantes de cargos?
De acordo com a Constituição e a Lei da Inelegibilidade, servidores do Executivo devem se desvincular de suas funções até 4 de abril para concorrer ao pleito.
A exceção prevista abrange apenas os cargos de presidente e vice‑presidente, que podem manter a posse durante a campanha.
Essa regra visa garantir a igualdade de condições entre os concorrentes.
Como o governo está reorganizando o ministério?
Lula anunciou que, ao menos, 18 ministros deixarão seus cargos para que secretários‑executivos assumam as pastas, assegurando a continuidade dos programas.
Exemplos recentes incluem a nomeação de Dário Durigan, antigo secretário‑executivo, como ministro da Fazenda, e a transferência da Casa Civil de Rui Costa para a segunda‑feira, Miriam Belchior.
- 02/04/2026 – Alckmin sai do MDIC.
- 31/03/2026 – Lula confirma Alckmin como pré‑candidato a vice‑presidente.
- 04/04/2026 – Prazo constitucional para vacância de cargos executivos.
- Até 10/04/2026 – Expectativa de substituição de 18 ministros.
O que acontece agora?
Com a vacância oficial, Alckmin iniciará a campanha eleitoral, enquanto o governo federal ajusta a equipe ministerial para manter a agenda econômica e social.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá validar as candidaturas nas próximas semanas. A disputa presidencial está prevista para outubro, com o pleito de segunda‑volta marcado para 27 de outubro de 2026.
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