Uma pesquisa Reuters/Ipsos revelou que 62% dos americanos rejeitam Donald Trump em meio a uma escalada militar contra o Irã e a crise diplomática com o Papa Leão XIV, marcando o menor índice de aprovação de seu segundo mandato.
O levantamento, conduzido entre 15 e 21 de abril de 2026, entrevistou 4.557 adultos online com margem de erro de ±2 pontos percentuais, oferecendo um panorama atualizado das percepções públicas sobre o presidente.
Historicamente, a aprovação de Trump no segundo mandato nunca ultrapassou 47% desde sua posse em 20 de janeiro de 2025, sendo o pico registrado logo após a cerimônia de investidura.
Guerra com o Irã: cronologia e consequências
Em fevereiro de 2026, os EUA iniciaram uma campanha militar conjunta com Israel contra alvos estratégicos iranianos, desencadeando uma crise energética global.
- Feb 2026 – Ataques a instalações nucleares iranianas.
- Mar 2026 – Retaliações com mísseis balísticos.
- Abr 2026 – Cessar-fogo temporário negociado pela ONU.
A ofensiva elevou o preço da gasolina em até 38% nas principais regiões metropolitanas dos EUA, pressionando o custo de vida e reduzindo a confiança do consumidor.
Opinião pública sobre a ação militar
Apenas 36% dos entrevistados aprovam a intervenção dos EUA no Irã, enquanto 35% mantêm postura neutra, refletindo ceticismo sobre a eficácia da operação.
Somente 26% acreditam que a ação militar trouxe maior segurança nacional, indicando uma percepção de risco maior do que de proteção.
Temperamento e lucidez mental de Trump
Mais da metade dos americanos (51%) consideram que a lucidez mental de Trump piorou no último ano, com 60% dos republicanos avaliando negativamente seu equilíbrio emocional.
Os ataques verbais ao Papa Leão XIV, incluindo ameaças de destruir infraestruturas iranianas, intensificaram dúvidas sobre seu julgamento, gerando críticas tanto internas quanto externas.
Divisão partidária e apoio institucional
Dentro do Partido Republicano, 53% ainda consideram Trump equilibrado, mas 46% discordam, revelando fissuras internas que podem afetar a agenda legislativa.
Entre os democratas, apenas 7% veem o presidente como equilibrado, reforçando a polarização política em torno de sua figura.
Popularidade do Papa Leão XIV versus Trump
60% dos entrevistados têm visão favorável do Papa, comparado a 36% que favorecem Trump, evidenciando um contraste marcante na confiança institucional.
Questões estratégicas: OTAN e política externa
Somente 16% apoiam a saída dos EUA da OTAN, proposta que Trump ameaçou implementar, indicando resistência à mudança na aliança militar.
Repercussões no mercado financeiro
Os índices de energia subiram 12% após os primeiros ataques, enquanto o S&P 500 recuou 4,5% devido à incerteza geopolítica, afetando investidores domésticos e estrangeiros.
Especialistas apontam que a volatilidade do petróleo pode pressionar ainda mais a inflação, dificultando a política monetária do Fed, que já opera em cenário de juros elevados.
| Indicador | Valor | Variação |
|---|---|---|
| Aprovação de Trump | 36% | -11 pontos |
| Rejeição de Trump | 62% | +13 pontos |
| Apoio à intervenção no Irã | 36% | -2 pontos |
| Percepção de lucidez mental | 49% (pessimista) | +8 pontos |
| Preço médio da gasolina | US$ 4,12/L | +38% |
A Visão do Especialista
Analistas políticos concluem que a rejeição de 62% coloca Trump em território historicamente desfavorável para um presidente em exercício, o que pode limitar sua margem de manobra nas negociações com aliados e adversários.
Economistas alertam que a combinação de guerra no Oriente Médio e instabilidade de liderança pode prolongar a alta dos preços da energia, pressionando ainda mais a inflação e a política de juros.
Para os republicanos, a divisão interna pode gerar um realinhamento de lideranças, com possíveis candidaturas emergentes nas primárias de 2028, enquanto os democratas podem capitalizar a narrativa de "liderança responsável".
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