O Rio Grande do Sul deve reduzir em 23,8% a área destinada ao trigo na safra 2026/27. A projeção da Safras & Mercado indica queda de 800 mil hectares, o que pode gerar um déficit de 2,5 milhões de toneladas e pressionar o preço do pão nas prateleiras.

Entenda o que motivou a retração de quase um quarto da área

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Altos custos de insumos são o principal gatilho da decisão dos produtores. Fertilizantes, sementes certificadas e defensivos registraram aumento superior a 30% nos últimos dois anos, reduzindo a margem operacional já apertada.

Impacto direto no preço do consumidor

Menor produção implica elevação dos preços ao varejo. A redução de oferta pode elevar o custo do trigo em até 15%, refletindo no preço final do pão, biscoitos e massas, afetando o orçamento familiar.

Custos de produção versus rentabilidade

O custo médio de produção do trigo no RS ultrapassa R$ 1.200 por tonelada. Com preços de mercado estáveis em torno de R$ 1.000, a margem líquida torna-se negativa, incentivando a migração para culturas mais rentáveis.

Risco climático e volatilidade cambial

El Niño previsto para 2026 eleva a incerteza sobre a safra. Secas ou chuvas intensas podem reduzir ainda mais a produtividade, enquanto a queda do dólar diminui a competitividade das exportações brasileiras.

Comparativo de produção e necessidade de importação

Ano/TemporadaÁrea (mil ha)Produção estimada (mil t)
2025/262.3498.020
2026/27 (projeção)1.9436.155
RS 2025/261.0503.590
RS 2026/27 (projeção)8002.500

A diferença de produção pode exigir importação adicional de mais de 8 milhões de toneladas. Esse volume externo eleva a conta de importação e, indiretamente, o preço interno.

O que os produtores podem fazer para proteger o bolso

  • Adotar manejo de baixo custo, reduzindo aplicação de fertilizantes.
  • Investir em cultivos de rotação, como soja ou milho, que apresentam melhor relação custo‑benefício.
  • Buscar linhas de crédito com juros reduzidos para modernização de maquinário.

Essas estratégias ajudam a manter a lucratividade mesmo com a queda de área. A diversificação reduz o risco de dependência de um único mercado.

Repercussão no mercado de futuros

Contratos futuros de trigo têm registrado alta volatilidade nos últimos três meses. Expectativas de menor oferta aumentam a especulação, gerando preços mais elevados que podem ser repassados ao consumidor final.

Perspectivas para o próximo ciclo agrícola

Se a tendência de retração persistir, a participação do RS na produção nacional cairá de 13% para cerca de 9%. Isso abre espaço para estados do Centro‑Oeste aumentarem sua participação, mas também eleva o custo logístico.

Oportunidades de investimento em tecnologia agrícola

Ferramentas de agricultura de precisão podem reduzir custos em até 20%. Sensores de solo, drones e softwares de gestão permitem aplicação mais eficiente de insumos, melhorando a margem mesmo com áreas menores.

A Visão do Especialista

Elcio Bento alerta que a redução de área reflete a falta de confiança dos produtores no mercado. Ele recomenda que políticas públicas incentivem crédito barato e apoio técnico, de modo a equilibrar a balança entre produção nacional e importação, protegendo o poder de compra da família brasileira.

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