O Santander (SANB11) registrou lucro líquido de R$ 3 bi no 2T26, queda de 17,6% frente ao mesmo período de 2025, frustrando as projeções de R$ 3,4 bi da Bloomberg. O resultado evidencia pressão sobre a rentabilidade e gera dúvidas sobre a capacidade de alcançar o ROE‑20% almejado até 2028.
Resultado Financeiro do 2T26
Interruptor Smart Wifi Inteligente Touch Nova Digital 3 b...
Compre agora e controle sua iluminação com apenas um toque, sem mais perdas de tem...
Lucro líquido caiu 17,6% e o ROE recuou para 12,5%, abaixo do custo de capital de 14,25%. Essa combinação reduz o retorno ao acionista e pressiona a valorização das ações, que já acumularam desvalorização de 17% no ano.
Causas da queda do lucro
A alta de 20,6% nas provisões para devedores duvidosos (PDD) elevou o colchão de risco em R$ 7,6 bi. O reforço foi motivado por casos pontuais de crédito atacadista e pela nova regra de registro de perdas, que ampliou a necessidade de reservas.
Impacto no ROE e custo de capital
Com ROE em 12,5% e custo de capital em 14,25%, o banco opera com retorno negativo. Essa situação compromete a capacidade de gerar valor para os investidores e pode exigir revisão de metas de dividendos.
Qualidade da carteira de crédito
A inadimplência curta (15‑90 dias) recuou para 3,3%, mas a inadimplência longa (acima de 90 dias) subiu 0,7 ponto percentual, também para 3,3%. O aumento da inadimplência longa indica maior risco de perdas futuras, sobretudo em segmentos corporativos.
Desempenho das receitas e margens
As receitas totais permaneceram estáveis em R$ 20,7 bi (+0,4% a/a), porém a margem financeira recuou 3,0% no trimestre. A queda reflete a sensibilidade à alta da taxa Selic e à mudança de composição da carteira, com menor peso de crédito massivo.
Gestão de custos e tecnologia
Despesas operacionais caíram 0,8% no trimestre, totalizando R$ 6,5 bi, ainda bem abaixo da inflação. O controle de custos, aliado a investimentos em tecnologia, busca preservar a margem em cenário de juros elevados.
Comparativo de indicadores
| Indicador | 2T26 | 2T25 | Variação |
|---|---|---|---|
| Lucro Líquido (R$ bi) | 3,0 | 3,6 | -17,6% |
| ROE (%) | 12,5 | 16,3 | -3,8 p.p. |
| Margem Financeira (R$ bi) | 15,3 | 15,8 | -3,0% |
| Provisão para Devedores Duvidosos (R$ bi) | 7,6 | 6,3 | +20,6% |
Repercussão no mercado e expectativas
Analistas apontam que a queda do ROE e a elevação das provisões podem gerar pressão adicional sobre as ações SANB11. O consenso agora revisa a previsão de dividendos e revisita a meta de ROE‑20% para 2028.
O que isso significa para o seu bolso
Investidores de varejo podem enfrentar menor pagamento de dividendos e maior volatilidade nas ações. A queda de rentabilidade reduz o potencial de ganho de capital e pode tornar o Santander menos atrativo frente a concorrentes com ROE mais alto.
Estrategias de investimento
Para proteger o portfólio, recomenda‑se diversificar entre bancos com melhor eficiência de custo‑capital. Avaliar fundos de ações que ponderam exposição a instituições com ROE acima de 15% pode mitigar o risco.
A Visão do Especialista
O Santander ainda tem margem para melhorar, mas precisará acelerar a recuperação da carteira e reduzir as provisões para restaurar o ROE acima do custo de capital. Enquanto isso, o investidor deve monitorar os indicadores de inadimplência e a política de dividendos, ajustando a alocação de ativos para preservar o poder de compra.
Compartilhe essa reportagem com seus amigos.
Discussão