O SBT assinou um contrato inesperado com Rodrigo Bocardi para comandar o horário de fim de tarde, colocando literalmente "a vida" da emissora nas mãos do ex‑Globo. A decisão, anunciada em 23/05/2026, gerou polêmica instantânea nas redes e reacendeu o debate sobre a capacidade da direção de entender o perfil da tradicional audiência de donas de casa.

Entenda o impacto no mercado
Especialistas apontam que o acordo pode transformar o SBT em um laboratório de risco para formatos importados. Enquanto a emissora tenta revitalizar o bloco, o histórico de fracassos como o "Aqui Agora" indica que a estratégia pode ser mais um tiro no escuro do que uma solução de longo prazo.
Quem é Rodrigo Bocardi?
Bocardi chegou à Globo em 2019 como apresentador de jornalismo investigativo, conquistando notoriedade por entrevistas polêmicas. Sua passagem pela maior rede do país lhe rendeu seguidores fiéis, mas também críticas sobre o viés sensacionalista que pode não se alinhar ao DNA do SBT.
Passagem pela Globo
Durante quatro anos, Bocardi comandou o "Boca TV", programa diário que mesclava notícias rápidas e comentários de celebridades. O formato, embora popular nas plataformas digitais, não traduziu bem para a TV aberta, gerando queda de audiência em horários nobres.
Cronologia dos erros de programação do SBT
- 2019 – Lançamento do "Aqui Agora" com baixa adesão ao público feminino.
- 2021 – Substituição por "Fora da Caixa", que não superou 5% de share nacional.
- 2023 – Tentativa de reality "Casa dos Sonhos" que foi cancelado após três episódios.
- 2025 – Reformulação do bloco de notícias sem aumento significativo no Ibope.
- 2026 – Anúncio do acordo com Bocardi, gerando nova onda de críticas.
Reação da web e dos especialistas
Nas redes sociais, a hashtag #SBTnaMãoDoBocardi já ultrapassa 150 mil menções. Influenciadores de TV aberta denunciam "mais do mesmo" e pedem que a direção volte a ouvir o público-alvo tradicional.
Impacto nos índices de audiência
Os números do Ibope revelam uma tendência de queda contínua nos últimos dois anos. Se o novo programa não atrair o público de donas de casa, a emissora pode perder ainda mais terreno para a Record e a Globo.
| Ano | Share SBT (fim de tarde) | Share Record (fim de tarde) |
|---|---|---|
| 2024 | 6,2% | 8,5% |
| 2025 | 5,8% | 9,1% |
| 2026 (proj.) | 5,3% | 9,6% |
Análise do mercado publicitário
Agências de mídia já sinalizam que marcas de produtos domésticos estão reconsiderando investimentos no SBT. O risco de associar campanhas a um programa considerado "desinteressante" pode afastar anunciantes de peso.
Política e bastidores: quem está por trás?
Fontes internas sugerem que um aliado político do marido de Patrícia Abravanel pressiona por esse acordo. A suspeita de lobby político adiciona uma camada de complexidade ao já turbulento cenário de gestão da emissora.
Comparativo: Bocardi vs. Boninho
Ambos vêm da Globo e tentaram replicar formatos de sucesso sem adaptação ao público da TV aberta. Enquanto Boninho viu a Record cair de audiência, Bocardi ainda não teve oportunidade de provar seu valor em um ambiente tão competitivo.
| Apresentador | Rede Atual | Queda de Share (últimos 12 meses) |
|---|---|---|
| Boninho | Record | 7,4% |
| Rodrigo Bocardi | SBT (proposta) | — |
O futuro do fim de tarde no SBT
Se a direção não rever sua estratégia, o bloco pode se tornar um "coringa" de baixa performance. A aposta em Bocardi pode ser o ponto de partida para uma reviravolta ou o último suspiro antes de uma nova reestruturação.
A Visão do Especialista
Para garantir relevância, o SBT precisa alinhar conteúdo ao perfil da dona de casa, investir em jornalismo local e repensar parcerias com figuras que realmente compreendam o universo da TV aberta. O acordo com Bocardi, sem uma adaptação clara, pode ser mais um capítulo da saga de erros que a emissora tem acumulado nos últimos anos.
Compartilhe essa reportagem com seus amigos.
Discussão