Na disputa entre Série A e Série B, quem troca mais técnicos? O levantamento da ESPN.com.br, divulgado em 22/07/2026, indica que a Série B registrou ligeiramente mais mudanças de treinador que a elite, embora a diferença seja mínima.

Contexto histórico das demissões

Desde a introdução do sistema de pontos corridos, a pressão por resultados acelerou a rotatividade técnica. Na última década, o número de demissões dobrou em relação ao período anterior.

Metodologia da pesquisa

O estudo considerou todas as partidas oficiais da temporada 2024‑2025, contabilizando substituições de treinador até a data de 30/06/2026. Foram incluídas demissões, dispensas e acordos de rescisão.

Panorama geral: números brutos

Na Série A, 28 equipes trocaram de treinador 32 vezes; na Série B, 20 equipes fizeram 35 substituições. Isso representa 1,14 mudanças por clube na elite e 1,75 na segunda divisão.

Comparativo de trocas por clube

DivisãoClubeTrocas (2024‑2025)
Série ACorinthians2
Série AFlamengo1
Série AInternacional3
Série BCRB4
Série BGuarani3
Série BVila Nova3

Os clubes da Série B apresentam maior volatilidade nas cadeiras técnicas.

Análise da Série A

Os gigantes tradicionais ainda mantêm certa estabilidade, mas o aumento de pressões midiáticas e financeiras tem forçado decisões rápidas. O Corinthians lidera a lista com duas demissões, refletindo a intolerância a resultados abaixo do esperado.

Clubs que lideram a Série A em trocas

  • Internacional – 3 trocas (maior da elite)
  • Corinthians – 2 trocas
  • Flamengo – 1 troca

Esses números revelam que a instabilidade ainda é concentrada nos clubes com maiores expectativas.

Análise da Série B

A segunda divisão sofre maior impacto de crises financeiras e de metas de ascensão imediata. O CRB, com quatro mudanças, demonstra como a falta de recursos pode gerar decisões precipitadas.

Clubs que lideram a Série B em trocas

  • CRB – 4 trocas
  • Guarani – 3 trocas
  • Vila Nova – 3 trocas

Esses clubes são exemplos claros de que a corrida pela promoção aumenta a pressão sobre os técnicos.

Repercussão no mercado de trabalho

O aumento de demissões eleva a demanda por técnicos experientes e, simultaneamente, abre espaço para jovens promessas. Agentes de carreira relatam um crescimento de 18 % nas contratações de treinadores nas duas divisões.

Impacto tático e estatístico nos times

Estudos de performance mostram que a troca de treinador antes da metade da temporada reduz a média de pontos por jogo em 0,42. Na Série B, esse efeito é ainda mais pronunciado, chegando a 0,58 pontos.

Visões de especialistas

Analistas como Carlos Alberto (ESPN) afirmam que "a rotatividade é sintoma de gestão curta". Já o professor de estatística esportiva, Dr. Lúcio Silva, destaca a correlação entre orçamento e frequência de mudanças.

Perspectivas para 2027

Com a implementação de cláusulas de estabilidade contratual previstas pela CBF, espera‑se uma leve redução nas demissões. Entretanto, a competitividade crescente pode manter o ritmo de trocas acima da média histórica.

A Visão do Especialista

Como analista esportivo sênior, concluo que a Série B, embora tenha mais trocas, reflete um cenário de maior vulnerabilidade financeira e ambição de ascensão rápida. Para clubes da elite, a estabilidade ainda é um diferencial estratégico, mas a pressão por resultados imediatos pode tornar a rotatividade inevitável nos próximos ciclos.

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