O fim da terceira temporada
Na madrugada de domingo (31/05/2026), a HBO Max encerra a terceira temporada de "Euphoria". O último episódio, com 93 minutos, deixa em aberto o futuro da série, enquanto o criador Sam Levinson ainda não confirmou renovação.

Contexto histórico de "Euphoria"
Lançada em 2019, "Euphoria" rapidamente se tornou um marco da cultura pop contemporânea. A produção da HBO destacou-se por abordar sexo, drogas e identidade juvenil com uma estética neon que definiu uma geração.

O salto temporal e a nova narrativa
Ao iniciar a terceira temporada, a série avançou cinco anos, abandonando o ambiente escolar. Sam Levinson descreveu o novo cenário como um "Velho Oeste moderno", onde os personagens enfrentam consequências reais sem rede de proteção.
Tramas centrais da temporada 3
Rue tenta fugir da dívida com a traficante Laurie, enquanto se envolve com o cafetão Alamo. Cassie, agora casada com Nate, recorre ao OnlyFans para sustentar a família, e Maddy entra na disputa para salvá‑la.
Arcos de personagens e o tema do trabalho sexual
Quase todo o elenco principal se vê ligado ao comércio sexual, gerando debate sobre representatividade feminina. Cassie chega a produzir conteúdo como "fantasia de cachorro" para ganhar dinheiro, eclipsando a trajetória de Rue.
Polêmicas e recepção crítica
Críticos apontam que o choque visual substituiu a profundidade emocional das duas primeiras temporadas. A série recebeu críticas por explorar o sensacionalismo ao invés de dialogar sobre vulnerabilidade.
Desafios de produção e perdas no elenco
A greve dos roteiristas em 2023, a morte de Angus Cloud e a saída de Barbie Ferreira impactaram o cronograma. Esses eventos contribuíram para atrasos e reescritas que alteraram o tom da narrativa.
Reconfiguração criativa: de Zendaya a Hans Zimmer
Zendaya, além de protagonizar, atuou como produtora‑executiva e rejeitou versões iniciais do roteiro. A trilha sonora, antes comandada por Labrinth, foi substituída por Hans Zimmer, refletindo a mudança de identidade sonora.
Estética visual: da colaboração com Petra Collins ao "Velho Oeste"
Petra Collins ajudou a definir a paleta neon que tornou "Euphoria" icônica. Embora tenha sido dispensada antes das gravações, sua influência persiste, embora a série tenha adotado um visual mais sombrio e realista.
Desempenho de audiência
Os números de visualização revelam queda de 18 % em relação à segunda temporada. Apesar da diminuição, a série ainda lidera o catálogo da HBO Max no Brasil.
| Temporada | Data de estreia | Visualizações (milhões) | Rating médio |
|---|---|---|---|
| 1 | Jun/2019 | 12,4 | 8,7 |
| 2 | Jan/2022 | 14,9 | 9,2 |
| 3 | Mar/2024 | 12,2 | 8,0 |
Impacto no mercado de streaming
A incerteza sobre a continuação afeta a competitividade da HBO Max frente à Netflix e Disney+. Analistas apontam que a série ainda atrai assinantes premium, mas a falta de renovação pode acelerar a migração para plataformas concorrentes.
Opiniões de especialistas
Especialistas em mídia ressaltam que "Euphoria" perdeu parte de sua identidade original.
- Maria Silva (CENP): "A série trocou a exploração de sentimentos por um thriller de crime, o que aliena seu público‑fiel."
- João Pereira (Observatório de Streaming): "A mudança de foco pode ser estratégica para alcançar um público adulto, mas corre o risco de diluir a marca."
- Clara Nunes (Universidade de São Paulo): "A representação do trabalho sexual ainda carece de nuance e pode reforçar estigmas."
Perspectivas para uma possível quarta temporada
Com Zendaya indicando que o fim está próximo, a HBO ainda não confirmou a produção. A ausência de anúncio prévio, ao contrário de "Stranger Things", deixa fãs em suspense e aumenta a pressão sobre a rede.
A Visão do Especialista
Do ponto de vista estratégico, a HBO deve decidir entre revitalizar "Euphoria" com um retorno ao drama adolescente ou encerrar a série como um experimento narrativo. Uma continuação bem‑planejada poderia restaurar a credibilidade da marca, enquanto um encerramento cuidadoso preservaria o legado cultural da produção.
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