O CEO do iFood, Diego Barreto, afirmou que "todo mundo precisa ceder um pouco" para que a proposta de regulamentação dos trabalhadores por aplicativo avance. Em entrevista ao Poder360, ele destacou o PLP 152/2025 como a base para um setor mais maduro, com proteção social e viabilidade econômica.

Entenda a proposta do PLP 152/2025

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O PLP 152/2025 busca enquadrar entregadores como autônomos, mantendo a flexibilidade e a liberdade de atuação. O texto reduz exigências burocráticas, mas preserva direitos como seguridade social, transparência algorítmica e repasses integrais de gorjetas.

CEO do iFood fala em frente a uma mesa de reunião, com várias pessoas ao fundo.
Fonte: www.poder360.com.br | Reprodução

Impacto financeiro para o iFood e para o entregador

O iFood estima um custo de R$ 500 milhões somente no próximo ano para adequar-se à nova lei. Esse investimento visa evitar prejuízos maiores decorrentes da insegurança jurídica e da falta de regulamentação.

ItemValor estimado
Despesa do iFood (2027)R$ 500 milhões
Piso para corridas curtas (proposta)R$ 8,50
Piso sugerido pelo governoR$ 10,00 + R$ 2,50/km

Custo‑benefício para o consumidor final

Para o cliente, a taxa mínima proposta pode elevar o preço do pedido em até 100 % em regiões de baixa demanda. Isso reduz a competitividade dos restaurantes de pequeno porte e pode gerar queda no volume de pedidos.

Desafios de regulamentação e a posição do governo

O relator Augusto Coutinho manteve o piso de R$ 8,50, contrariando a proposta do governo federal. A decisão foi justificada como preservação do mérito técnico e da inovação do texto.

Análise de especialistas em economia de mercado

Economistas apontam que a regularização traz segurança jurídica, mas pode gerar aumento de custos operacionais. O efeito "cascata" pode ser mitigado se plataformas adotarem modelos de remuneração mais flexíveis.

O que muda no bolso do trabalhador autônomo?

Entregadores ganharão acesso à previdência e ao seguro de acidentes, reduzindo vulnerabilidades financeiras. Contudo, a manutenção de autonomia implica que a taxa mínima ainda será negociada individualmente.

Repercussão para os restaurantes parceiros

Pequenos estabelecimentos temem que a taxa mínima eleve o custo logístico, comprometendo margens já apertadas. A perda de volume de pedidos pode ser compensada por maior confiança dos consumidores na entrega.

Comparativo de cenários: antes vs depois da lei

Antes da regulamentação, as plataformas operavam com custos variáveis e pouca proteção ao entregador. Após a lei, espera‑se um aumento de custos fixos, mas também maior estabilidade de renda para os trabalhadores.

CenárioCusto médio por entregaProteção social
Pré‑regulamentaçãoR$ 3,00Baixa
Pós‑regulamentaçãoR$ 4,50Alta

Riscos de não regulamentar: insegurança jurídica

A ausência de um marco legal pode gerar multas, processos trabalhistas e instabilidade de mercado. Empresas que ignorarem a lei correm risco de perder licenças operacionais.

Perspectivas de negociação: quem cede?

Diego Barreto sugere que a solução passa por concessões mútuas entre plataformas, governo e sindicatos. A proposta de simplificação do texto ainda está em debate, mas o consenso parece inevitável.

A Visão do Especialista

Do ponto de vista econômico, a regulamentação do PLP 152/2025 representa um investimento de curto prazo que pode gerar ganhos de longo prazo. O custo de R$ 500 milhões do iFood será diluído ao melhorar a confiança do consumidor, reduzir litígios e ampliar a base de contribuintes previdenciários. Para o entregador, a inclusão social traz estabilidade de renda, mas exige adaptação a novos parâmetros de remuneração. O consumidor final, embora enfrente preços ligeiramente maiores, ganha em qualidade de serviço e segurança. O equilíbrio ideal dependerá da capacidade de todas as partes cederem em pontos críticos, como a taxa mínima e a competência jurisdicional.

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