Artemis II fez splashdown no Pacífico às 21h07 (horário de Brasília) e já são divulgadas imagens impressionantes da cápsula Orion retornando à Terra. O evento marca a primeira missão tripulada ao redor da Lua em mais de cinco décadas.
Durante a reentrada, a Orion desacelerou de mais de 40 mil km/h para cerca de 32 km/h. O atrito gerou temperaturas superiores a 2.700 °C, protegidas pelo escudo térmico desenvolvido pela NASA.
O sistema de paraquedas funcionou em três etapas, garantindo uma descida controlada. Primeiro, os paraquedas de estabilização, depois os três principais que reduziram a velocidade até o splashdown.
Como foi o resgate da tripulação?
Mergulhadores da Marinha dos EUA alcançaram a Orion e os astronautas foram evacuados em menos de duas horas. Em helicópteros MH‑60 Seahawk, a equipe foi içada até o porta‑aviões USS John P. Murtha.
Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen apresentaram bom estado de saúde. O diretor de voo Rick Henfling confirmou que todos passaram pelos exames médicos iniciais sem intercorrências.
- Data de lançamento: 16 de novembro 2025
- Duração da missão: 10 dias e 6 horas
- Distância percorrida: 1,1 milhão km
- Órbita lunar: 1 volta completa ao redor da Lua
Qual a importância da Artemis II para a exploração lunar?
O voo demonstra a viabilidade do veículo espacial Orion e do foguete Space Launch System (SLS) em missões de espaço profundo. Esses testes são cruciais para o próximo passo: pousar novamente na superfície lunar.
Além da nave, foram validados protocolos de segurança, comunicação e navegação em alta velocidade. A missão serviu de laboratório para sistemas que sustentarão futuras bases lunares.
Artemis III, prevista para 2028, levará a primeira mulher e o primeiro astronauta negro à Lua. O sucesso de Artemis II abre caminho para essa nova era de presença humana no satélite.
O que dizem os especialistas sobre os próximos passos?
Especialistas da agência espacial canadense CSA ressaltam a colaboração internacional como chave para o futuro. O astronauta Jeremy Hansen destacou a importância da interoperabilidade entre equipes.
Engenheiros da NASA apontam que os dados de temperatura e carga G coletados melhorarão o design dos futuros módulos habitacionais. Isso acelera a preparação para missões de longa duração, como as a Marte.
A comunidade científica brasileira acompanha de perto, pois o programa Artemis impulsiona parcerias com o INPE e universidades. A divulgação das imagens inspira a próxima geração de cientistas e engenheiros no Brasil.
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