Álvaro Damião, prefeito de Belo Horizonte, respondeu ao vivo a perguntas de cidadãos captadas nas ruas da capital, marcando o primeiro aniversário de sua gestão. O vídeo, divulgado pelo Estado de Minas, traz depoimentos de trabalhadores, estudantes e comerciantes que exigem respostas sobre chuvas, trânsito e segurança.

O histórico de alagamentos em BH remonta a décadas, quando a expansão urbana superou a capacidade de drenagem. Nas últimas semanas, fortes precipitações provocaram quedas de árvores e vias inundadas, reacendendo o debate sobre infraestrutura hídrica.
Gustavo Dutra, do bairro Funcionários, questionou as medidas adotadas contra as enchentes. Damião ressaltou que, apesar do aumento anual de chuvas, a cidade "segurou" a maior parte do volume, evitando desastres como os da Zona da Mata.

Como a prefeitura está enfrentando o trânsito caótico?
Rafaela Aguiar, da região Oeste, reclamou da demora de 60 minutos para percorrer 15 minutos de trajeto. O gestor explicou que o crescimento de aplicativos de mobilidade e motos por entrega sobrecarregam vias antigas, e que semáforos inteligentes estão em fase de implantação.
O aumento de radações nas avenidas também foi tema de debate. Guilherme de Souza, do bairro Jaqueline, pediu clareza sobre a relação entre radares e acidentes; Damião destacou que o foco é controlar velocidade, e que a arrecadação dos equipamentos é mínima.
José Maria Soares, motorista da Secretaria de Saúde, solicitou vagas de estacionamento para veículos oficiais perto dos hospitais. O prefeito reconheceu a saturação de vagas na região hospitalar e prometeu revisão do plano de uso do solo.
Qual a estratégia para o transporte coletivo?
Marcelo Moreira, de Venda Nova, criticou os atrasos e o repasse milionário às empresas de ônibus. Damião defendeu que o repasse garante a operação de cerca de 2.500 veículos e evita que o preço da passagem suba para R$ 13‑14.
Conceição Albano, do Barreiro, apontou o aumento de moradores de rua e mau cheiro próximo à rodoviária. O prefeito explicou que há projetos de assistência e que a prefeitura está trabalhando para melhorar a situação de vulnerabilidade social.
Especialistas em planejamento urbano apontam que as respostas do executivo ainda carecem de metas concretas. A falta de cronogramas detalhados gera ceticismo entre ONGs e associações de bairro.
O que muda a partir de agora?
- Instalação de 120 semáforos inteligentes até o fim de 2026.
- Ampliação do programa de drenagem urbana com investimento de R$ 250 milhões.
- Revisão do plano de vagas hospitalares, com 30 novas vagas previstas para 2027.
- Projeto piloto de zona de baixa emissão para reduzir veículos de aplicativo nas áreas mais congestionadas.
Com a pressão da população e a cobertura midiática, a administração de Damião tem um curto prazo para transformar promessas em ações palpáveis. O acompanhamento da sociedade civil será decisivo para avaliar o cumprimento das metas anunciadas.

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