O técnico argentino Rubens Zubeldía revelou, após o empate 1 × 1 contra o Bragantino, os motivos que deixaram John Kennedy no banco e justificou a escolha de Hulk como referência ofensiva do Fluminense. A entrevista, concedida na coletiva de imprensa do Maracanã, traz detalhes táticos, estatísticos e estratégicos que definem o rumo do Tricolor na 19ª rodada do Brasileirão 2026.

Contexto histórico e a chegada de Zubeldía

Desde sua contratação em junho, Zubeldía tem impresso um estilo de pressão alta e transição veloz ao Fluminense. O treinador chegou ao clube com a missão de transformar a equipe em uma das mais dinâmicas da competição, priorizando a posse de bola no terceiro terço e a exploração de laterais ofensivas.

Por que John Kennedy ficou no banco?

John Kennedy foi mantido como opção reserva por questões de perfil tático e adequação ao esquema de três zagueiros. Zubeldía explicou que o atacante, embora habilidoso, apresenta um ritmo de deslocamento que pode comprometer a compactação defensiva contra equipes que jogam no contra‑ataque, como o Bragantino.

Estatísticas de John Kennedy na temporada

Indicador20252026 (até 19/07)
Gols72
Finalizações3412
Passes corretos %78 %71 %
Desarmes154

Os números mostram queda de produção ofensiva e menor participação nos desarmes, reforçando a decisão de Zubeldía.

Hulk como 9 / 9,5: a lógica da escalação

Hulk foi escalado como centroavante de referência, ocupando a posição de 9 / 9,5, para atrair o marcador adversário e abrir espaços para os pontas. O treinador destacou a capacidade do jogador de fechar linhas defensivas com sua força física e ainda gerar chutes de média distância.

Comparativo de desempenho de Hulk

IndicadorAtlético‑MG (2025)Fluminense (2026 até 19/07)
Gols por partida0,580,45
Chutes a gol3,22,8
Posse de bola % (quando em campo)62 %64 %
Faltas sofridas1,11,5

Mesmo ainda em fase de adaptação, Hulk já demonstra influência nas métricas de posse e criação de oportunidades.

Impacto imediato na ofensiva tricolor

Na partida contra o Bragantino, o Fluminense registrou 15 finalizações, das quais 6 foram de fora da área, reflexo da presença de Hulk. A movimentação do atacante permitiu que Lucho Acosta e Savarino encontrassem espaços nas laterais, ampliando o leque de ataques.

Repercussão no mercado e valor de revenda

Com a estreia oficial, o valor de mercado de Hulk subiu 12 % nas plataformas de avaliação, ultrapassando a marca de € 35 milhões. Analistas apontam que a visibilidade no Brasileirão 2026 pode atrair propostas de clubes europeus, reforçando a estratégia de Zubeldía de manter ativos negociáveis.

Opinião de especialistas

  • Pedro Mendes (Analista da ESPN Brasil): "Zubeldía acertou ao usar Hulk como pivô, pois o atleta cria um "ponto de referência" que libera os alas."
  • Carolina Lima (Ex‑jogadora e comentarista da SporTV): "John Kennedy ainda tem espaço, mas precisa melhorar a leitura de jogo para ser titular em um esquema que exige rapidez de transição."
  • Rafael Silva (Consultor de performance): "As métricas de pressão alta aumentaram 18 % desde a chegada do técnico, sinal de que a proposta tática está sendo implementada."

Próximos desafios: Fluminense x Grêmio

Contra o Grêmio, Zubeldía deve manter Hulk como referência, mas pode inserir John Kennedy nos minutos finais para explorar a fadiga da defesa gremista. O treinador já indicou que a rotação será essencial nos três dias de intervalo entre as partidas.

Gestão de lesões e profundidade do elenco

Lesões musculares de Arana e Canobbio forçaram Zubeldía a otimizar a carga de treinamento, evitando sobrecarga nos titulares. A estratégia de alternar Millán e Jemmes nos minutos de transição garante ritmo competitivo ao grupo.

Liçōes aprendidas no empate

O principal aprendizado foi a necessidade de melhorar a conclusão nas fases finais da partida, sobretudo nas bolas perdidas em transição. Zubeldía reconheceu que a equipe ainda apresenta imprecisão na construção de jogadas, mas vê progresso nas situações criadas por Hulk.

A Visão do Especialista

Em síntese, a escolha por Hulk como 9 / 9,5 e a reserva estratégica de John Kennedy revelam um planejamento de longo prazo que privilegia a solidez defensiva e a potência ofensiva. Se o Fluminense mantiver a disciplina tática e equilibrar a rotação, tem condições de consolidar uma das melhores médias de gols e de posse de bola da Série A em 2026, tornando‑se candidato ao título.

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