Mais de 10 mil perfis genéticos já integram o Banco de Perfis Genéticos do Espírito Santo (BEPG‑ES), ferramenta que a Polícia Científica utiliza para identificar desaparecidos e solucionar crimes sem autoria definida, conforme dados divulgados em 16/05/2026.

Contexto histórico da genética forense no Brasil

Desde 2014, o BEPG‑ES faz parte de uma rede nacional de bancos de DNA, permitindo o compartilhamento automatizado de perfis entre as polícias estaduais e a Polícia Federal, impulsionando a investigação criminal em todo o país.

Como funciona o Banco de Perfis Genéticos

O sistema Codis, software cedido pelo FBI, cruza semanalmente vestígios coletados em cenas de crime com os perfis armazenados, gerando alertas de coincidência que são validados por peritos antes da emissão de laudos.

Fluxo de análise

  • Coleta de amostra biológica (cabelo, sangue, saliva).
  • Processamento automatizado em robôs de alta capacidade.
  • Comparação no Codis com a base nacional de perfis.
  • Revisão humana e confirmação da coincidência.

Impacto nas investigações criminais

Em abril de 2026, o banco registrou 10 coincidências genéticas que auxiliaram investigações, resultando em novas prisões e na reabertura de casos antigos.

Identificação de pessoas desaparecidas

Mais de 30 desaparecidos foram identificados graças ao BEPG‑ES, após familiares fornecerem amostras de DNA de forma simples e indolor, reforçando a importância das campanhas de conscientização.

Dados quantitativos do BEPG‑ES

Perfis cadastrados10 000+
Coincidências detectadas (total)150+
Coincidências em abril/202610
Desaparecidos identificados30+

Repercussão no mercado de tecnologia forense

O uso de robôs automatizados elevou a capacidade de processamento em até 5 vezes, atraindo investimentos em equipamentos de análise de DNA e gerando demanda por profissionais especializados em bioinformática.

Desafios éticos e legais

A legislação vigente exige coleta obrigatória de DNA de condenados em regime fechado, e autoriza a coleta de investigados em casos de violência grave, sexual ou organizados, suscitando debates sobre privacidade e uso adequado dos dados.

Visão dos especialistas

Bianca Bortolini Merlo, perita oficial da Polícia Científica do ES, afirma que a genética forense mudou a dinâmica das investigações, permitindo a descoberta de autoria mesmo sem suspeitos prévios e a conexão de crimes cometidos pela mesma pessoa.

Prevenção de condenações injustas

Ao fornecer evidências científicas robustas, o banco reduz o risco de erros judiciais, contribuindo para a exclusão de suspeitos indevidamente implicados e reforçando a confiança da sociedade no sistema de justiça.

A Visão do Especialista

O futuro do BEPG‑ES depende da ampliação da base de perfis e da integração com tecnologias emergentes, como inteligência artificial para priorização de amostras e análise preditiva, o que pode acelerar ainda mais a resolução de casos e salvar vidas.

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