O empresário ítalo-americano Paolo Zampolli, aliado próximo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou controvérsia após fazer declarações misóginas sobre mulheres brasileiras durante uma entrevista à emissora de televisão italiana RAI. As falas, consideradas ofensivas e preconceituosas, reacenderam debates sobre machismo e xenofobia em nível internacional, além de destacar as complexas relações políticas e pessoais do empresário.

As declarações de Paolo Zampolli: o que foi dito?
Durante a entrevista, Zampolli fez comentários depreciativos ao ser questionado sobre sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por 20 anos e enfrenta uma batalha judicial pela guarda do filho. Ele afirmou que "as mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo", sugerindo que isso seria uma característica "inata". Em outro momento, Zampolli usou termos pejorativos para se referir a outra mulher brasileira, chamando-a de "puta brasileira" e descrevendo as brasileiras como uma "raça maldita".
Contexto histórico: a relação de Zampolli com Amanda Ungaro

Amanda Ungaro, ex-modelo e ex-esposa de Paolo Zampolli, afirmou ter sido vítima de abuso sexual e violência doméstica durante o casamento. Os dois se conheceram em Nova York, quando Amanda tinha 19 anos e Zampolli, 32. Segundo relatos de Amanda, ela chegou aos Estados Unidos em um avião pertencente ao empresário Jeffrey Epstein, figura central em um dos maiores escândalos de tráfico sexual internacional.
Após o divórcio, a relação entre Zampolli e Amanda deteriorou-se ainda mais. Em março de 2026, o jornal The New York Times revelou que Zampolli teria utilizado sua proximidade com Donald Trump para interferir no caso de imigração de Amanda, que acabou deportada para o Brasil sob acusações de irregularidades de trabalho.
As conexões de Zampolli com figuras controversas
Paolo Zampolli é conhecido por suas conexões no mundo político e empresarial. Foi ele quem apresentou Melania Knauss, atual primeira-dama dos Estados Unidos, a Donald Trump nos anos 1990. Além disso, seu nome aparece em e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA que envolvem Jeffrey Epstein, condenado por liderar uma rede de exploração sexual. Apesar de negar proximidade com Epstein, registros indicam que Zampolli frequentava o mesmo círculo social.
Em outra controvérsia, Zampolli sugeriu à Fifa que a seleção italiana substituísse o Irã na Copa do Mundo de 2026, alegando razões políticas e esportivas. A proposta foi amplamente criticada por especialistas e pela mídia internacional.
Repercussão internacional e reações
As declarações de Zampolli rapidamente geraram reações negativas em diversas esferas. No Brasil, políticos, ativistas e figuras públicas condenaram as falas, classificando-as como preconceituosas e misóginas.
Nas redes sociais, hashtags como #RespeiteAsBrasileiras e #MisoginiaNão viralizaram, com milhares de usuários criticando a postura do empresário. Organizações de defesa dos direitos das mulheres também se manifestaram, exigindo um pedido de desculpas formal e medidas legais contra Zampolli.
Nos Estados Unidos, as declarações também reacenderam debates sobre o comportamento de aliados de Trump e seu impacto na diplomacia global. A Casa Branca ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Aspectos legais e desdobramentos judiciais
A batalha judicial entre Zampolli e Amanda Ungaro continua em andamento. A brasileira acusa o ex-marido de abuso e manipulação do sistema legal para prejudicá-la. Segundo relatos, Zampolli teria acionado o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para acelerar a deportação de Amanda, o que ele nega.
Especialistas jurídicos apontam que, se comprovadas as acusações, Zampolli pode enfrentar processos por perseguição e abuso de poder. Além disso, as declarações recentes podem ser usadas para reforçar o caso de Amanda, evidenciando um padrão de comportamento misógino.
O papel de Zampolli na política internacional
Como enviado especial de Donald Trump para assuntos globais, Zampolli desempenhou um papel controverso na diplomacia. Sua tentativa de interferir na Copa do Mundo de 2026, sugerindo a exclusão do Irã, foi criticada como uma medida politicamente motivada e sem precedentes no esporte internacional.
Além disso, sua proximidade com figuras polêmicas, como Jeffrey Epstein, levanta questões sobre sua credibilidade e a influência de redes de poder informais na política global.
Impactos na imagem internacional do Brasil
As declarações de Zampolli também têm implicações na percepção internacional do Brasil e de suas mulheres. Especialistas em relações internacionais alertam que falas como essas reforçam estereótipos prejudiciais e podem impactar negativamente a imagem do país no exterior.
Ao mesmo tempo, a reação unida da sociedade brasileira demonstra uma rejeição a esses discursos, evidenciando um esforço coletivo para combater o preconceito e valorizar a diversidade cultural e social do país.
A Visão do Especialista
Para analistas, o caso Paolo Zampolli é um exemplo emblemático de como questões pessoais e declarações públicas podem escalar para um nível diplomático e jurídico. O impacto das falas de Zampolli ultrapassa o âmbito individual, levantando debates sobre misoginia, xenofobia e abuso de poder.
Especialistas acreditam que os próximos passos envolvem não apenas a responsabilização legal do empresário, mas também uma reflexão mais ampla sobre como figuras públicas devem ser responsabilizadas por seus atos e palavras. O caso também reforça a necessidade de mecanismos mais eficientes para proteger vítimas de abuso em contextos internacionais.

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