Um ambulante foi detido nesta segunda‑feira (27/07/2026) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, suspeito de aplicar o chamado "golpe da maquininha" em um turista polonês na praia de Copacabana.

Arresto e Identificação do Suspeito

Geovani Moisés da Silva dos Santos, de 34 anos, foi abordado por policiais à paisana próximo ao posto 3 da orla e preso em flagrante por estelionato. A ação foi coordenada pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT), que monitorava denúncias de fraudes contra visitantes.

Como funciona o "golpe da maquininha"

O método consiste em oferecer um produto – neste caso, uma caipirinha – por preço normal e, ao registrar a compra, inserir um valor muito superior na máquina de cartão. O turista, ao conferir o extrato no aplicativo, percebe a cobrança indevida.

Valor da fraude e transações suspeitas

A cobrança registrada foi de R$ 8.500, equivalente a 6.297 zlotys, além de três tentativas recusadas que somaram mais de R$ 34 mil. O valor foi debitado no cartão de crédito do visitante, que detectou a anomalia imediatamente.

DescriçãoValor (R$)
Caipirinha anunciada40,00
Cobrança efetiva8.500,00
Transações recusadas (3)34.200,00

Perfil do autor do crime

Geovani atua como vendedor ambulante nas áreas de lazer da cidade, tendo histórico de pequenas infrações de ordem comercial. Até o momento, não foi localizada a sua defesa, e ele ainda não compareceu ao juízo.

Procedimento policial e atuação da DEAT

Os agentes, disfarçados de civis, observaram a negociação e, ao identificar a anomalia na transação, interceptaram o suspeito antes que ele deixasse a praia. A DEAT, responsável por proteger o turista, registrou o caso como crime contra o consumidor e o turismo.

Casos semelhantes recentes

Na semana anterior, outro ambulante foi preso por cobrar R$ 8.000 de um turista francês após oferecer duas caipirinhas por R$ 80. O padrão indica uma rede informal de vendedores que utilizam a mesma tática de supervalorização.

Estatísticas de estelionato no Rio em 2026

A 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana lidera o ranking estadual, com 1.690 casos de janeiro a junho, representando 2 % do total de 84.297 registros de estelionato no Rio. O aumento de fraudes em áreas turísticas tem sido notório.

PeríodoCasos na 12ª DPTotal estadual
Jan‑Jun 20261.69084.297

Contexto histórico do crime contra turistas

Desde a década de 1990, fraudes em estabelecimentos informais nas praias cariocas têm crescido, impulsionadas pelo aumento do fluxo de visitantes estrangeiros. A falta de fiscalização permanente cria brechas para golpes eletrônicos.

Repercussão no mercado de turismo

Agências de viagem e o Ministério do Turismo emitiram alertas para que os visitantes verifiquem sempre o valor das compras realizadas em dispositivos móveis. A confiança do turista pode ser abalada, afetando a imagem da cidade como destino seguro.

Marco legal e jurisprudência recente

O crime se enquadra no artigo 171 do Código Penal (estelionato) e pode gerar pena de até cinco anos, além de multa. Decisões do Superior Tribunal de Justiça têm reforçado a responsabilização de vendedores ambulantes que utilizam dispositivos eletrônicos para fraudar consumidores.

A Visão do Especialista

Segundo o professor de criminologia da UFRJ, Dr. Carlos Almeida, a combinação de tecnologia de pagamento e vulnerabilidade do turista cria um "campo fértil" para fraudes que exigem respostas integradas entre polícia, poder público e plataformas de pagamento. Ele recomenda a implantação de sensores de monitoramento nas máquinas de cartão em áreas de grande circulação e campanhas educativas constantes.

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