AtlasIntel registra queda de 1,7 ponto percentual na desaprovação ao presidente Lula, situando‑se em 51,3% na pesquisa divulgada em 19 de maio. O estudo, com margem de erro de 1 ponto percentual, entrevistou 5.032 eleitores entre 13 e 18 de maio, segundo registro no TSE (BR‑06939/2026).

Resultados da pesquisa AtlasIntel

A aprovação subiu levemente, alcançando 47,4%, enquanto a desaprovação recuou para 51,3%. Em abril, os índices eram 47,0% de aprovação e 53,0% de desaprovação, indicando um movimento marginal, porém relevante para o cenário político.

Contexto histórico da aprovação presidencial

Desde a posse em janeiro de 2023, Lula tem registrado oscilações entre 45% e 55% de aprovação. As variações costumam refletir crises econômicas, escândalos de corrupção e a resposta a políticas sociais, fatores que historicamente influenciam a confiança popular.

Desdobramentos por religião

Entre católicos, a aprovação chega a 52,7% e a desaprovação a 47,1%. Já no segmento evangélico, os números são inversos: 25,1% de aprovação contra 74,8% de desaprovação, reforçando a divisão ideológica observada nas últimas eleições.

Diferenças de gênero na avaliação

Homens apresentam 44,5% de aprovação e 53,0% de desaprovação, enquanto mulheres registram 49,9% e 49,8%, respectivamente. Essa disparidade evidencia a maior sensibilidade feminina a políticas de saúde e educação, áreas prioritárias do governo.

Percepção da gestão: bom, regular ou ruim

42,9% dos entrevistados classificam o governo como bom ou ótimo, um aumento de 0,9 ponto em relação a abril. Simultaneamente, a parcela que considera a gestão ruim ou péssima recua para 48,4% (antes 51%), sugerindo uma leve melhoria na imagem institucional.

Impacto no mercado financeiro

Analistas de bolsa apontam que a redução da desaprovação pode suavizar a volatilidade do Ibovespa. A expectativa de estabilidade política costuma atrair investidores estrangeiros, refletindo em menores spreads de crédito e aumento de aportes em renda variável.

Reação de analistas políticos

Especialistas em ciência política destacam que a mudança é insuficiente para alterar a tendência de longo prazo. Eles ressaltam que fatores como inflação, taxa de desemprego e relações internacionais ainda são determinantes para a avaliação do presidente.

Comparativo com pesquisas anteriores

O histórico de aprovação nos últimos 12 meses mostra variações entre 45% e 48%. A tabela abaixo resume os principais indicadores de abril e maio de 2026.

MêsAprovaçãoDesaprovaçãoGestão (Bom/Ótimo)
Abril 202647,0%53,0%42,0%
Maio 202647,4%51,3%42,9%

Metodologia AtlasIntel

A pesquisa utilizou recrutamento digital aleatório, garantindo representatividade nacional. O nível de confiança foi estabelecido em 95%, conforme padrões internacionais de pesquisa de opinião.

  • Entrevistas realizadas via internet.
  • Amostra de 5.032 eleitores.
  • Coleta entre 13 e 18 de maio de 2026.
  • Margem de erro de ±1 ponto percentual.

Implicações para o próximo trimestre

Se a tendência de leve alta na aprovação se mantiver, o governo pode ganhar maior margem de negociação no Congresso. Isso pode facilitar a aprovação de reformas fiscais e de infraestrutura, essenciais para a retomada do crescimento econômico.

A Visão do Especialista

O consenso entre cientistas políticos é de cautela: a queda na desaprovação não garante estabilidade duradoura. O especialista recomenda monitorar indicadores macroeconômicos e a resposta da oposição, pois eles continuarão a influenciar a percepção pública nos próximos meses.

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