A partir desta terça-feira (19), aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que desejarem contratar empréstimos consignados precisarão realizar a validação por biometria facial. A medida, que visa aumentar a segurança nas operações, foi implementada conforme previsto na Lei nº 15.327/2026 e proíbe a contratação por telefone ou procuração de terceiros.

O que muda na contratação de consignados?
Com a nova norma, o processo de solicitação de empréstimos consignados passa a exigir maior rigor na confirmação das operações. Após o pedido, o beneficiário receberá a proposta no aplicativo Meu INSS com o status "pendente de confirmação". Ele terá o prazo de cinco dias corridos para validar a operação por meio de reconhecimento facial.
Caso o procedimento não seja concluído dentro desse prazo, o contrato será automaticamente cancelado. Esta etapa adiciona uma camada de segurança para evitar fraudes, garantindo que apenas o titular do benefício possa autorizar o crédito.

Contexto histórico e legislação
A Lei nº 15.327/2026 foi sancionada com o objetivo de proteger os beneficiários do INSS contra práticas abusivas e fraudes. Ela reforça a necessidade de anuência biométrica nas operações financeiras e proíbe a contratação de consignados por intermediários, como procuradores ou por meio de chamadas telefônicas.
Historicamente, o mercado de consignados foi alvo de críticas devido a casos de golpes e contratos realizados sem o consentimento do beneficiário. A nova legislação busca corrigir essas falhas e aumentar a transparência do processo.
Impactos no mercado financeiro
A exigência de biometria facial pode alterar significativamente o cenário de empréstimos consignados. Segundo especialistas, a medida deve reduzir o número de fraudes, mas também pode impactar negativamente a velocidade de concessão desses créditos, uma vez que os consumidores precisam passar por etapas adicionais de validação.
Além disso, o aumento do prazo máximo de pagamento de 96 para 108 meses pode tornar os empréstimos mais acessíveis, permitindo que os beneficiários tenham parcelas menores e mais tempo para quitar os valores.
Como funciona a biometria facial?
O reconhecimento facial será realizado por meio do aplicativo ou site Meu INSS. O sistema utiliza algoritmos avançados para comparar as características do rosto do beneficiário com as informações já cadastradas na base de dados do INSS.
Esse método é considerado um dos mais seguros atualmente, pois reduz a possibilidade de acesso por terceiros. No entanto, o sucesso da medida depende de uma ampla adesão tecnológica por parte dos aposentados e pensionistas.
Passo a passo para solicitar o consignado
Veja as etapas para contratar o empréstimo consignado com as novas exigências:
- Acesse o aplicativo ou site Meu INSS.
- Solicite o empréstimo consignado e aguarde a geração da proposta.
- Realize a validação por biometria facial dentro de cinco dias corridos.
- Após a confirmação, o contrato será formalizado e o crédito disponibilizado.
- O pagamento das parcelas poderá iniciar após até três meses.
Principais mudanças no consignado
| Aspecto | Antes | Agora |
|---|---|---|
| Prazo para pagamento | 96 meses (8 anos) | 108 meses (9 anos) |
| Validação da operação | Por telefone ou procuração | Biometria facial pelo Meu INSS |
| Confirmação do contrato | Imediata | Até 5 dias corridos |
Repercussão entre os beneficiários
A medida tem gerado opiniões diversas entre aposentados e pensionistas. Enquanto muitos elogiam o aumento na segurança contra fraudes, outros expressam preocupações sobre dificuldades tecnológicas, especialmente para os idosos que não possuem familiaridade com aplicativos ou smartphones.
Especialistas recomendam que o INSS invista em campanhas de conscientização e suporte técnico para orientar os beneficiários durante a transição para o novo sistema.
Desafios atuais e próximos passos
Apesar dos benefícios, a implementação da biometria facial apresenta desafios, como a inclusão digital de beneficiários que não têm acesso à tecnologia ou enfrentam dificuldades técnicas. O INSS deverá monitorar os impactos da medida e ajustar o sistema para garantir acessibilidade e eficiência.
Além disso, espera-se que o aumento do prazo de pagamento impulsione a demanda por consignados, exigindo maior atenção das instituições financeiras em relação à gestão dos contratos.
A Visão do Especialista
Para analistas do setor financeiro, a medida é um avanço significativo na proteção dos direitos dos beneficiários, mas exige cautela para evitar exclusão digital. A biometria facial aumenta a segurança, mas o INSS deve garantir que todos os usuários tenham condições de acessar e usar os sistemas.
Nos próximos meses, será importante observar como o mercado e os beneficiários se adaptam às mudanças. As instituições financeiras poderão ajustar suas estratégias para atender às novas exigências, enquanto o governo deve continuar investindo em soluções tecnológicas e suporte aos cidadãos.
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