Datafolha registrou nesta quarta‑feira (18/05/2026) que a avaliação negativa do governo federal recuou para 39 %. O levantamento, divulgado pela agência de pesquisa oficial, indica ainda que 30 % dos entrevistados consideram a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva boa ou ótima, enquanto 31 % permanecem indecisos.
Contexto histórico da aprovação presidencial
Desde a posse de Lula, a popularidade tem oscilado entre picos de 55 % e vales próximos a 45 % de avaliação negativa. Em dezembro de 2023, a pesquisa Datafolha apontou 48 % de desaprovação, número que se manteve estável até o final de 2024, quando a crise fiscal elevou a insatisfação.
Metodologia da pesquisa Datafolha
A amostra compreendeu 1.200 entrevistados adultos, selecionados por ponto de contato aleatório em 26 capitais brasileiras. O campo foi realizado entre 12 e 15 de maio, com margem de erro de ± 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95 %.
Cronologia da divulgação
- 12/05/2026 – Início da coleta de dados em todo o território nacional.
- 15/05/2026 – Encerramento da entrevista presencial e online.
- 18/05/2026 – Publicação dos resultados pelo Datafolha.
Comparativo de indicadores de avaliação
| Período | Avaliação Negativa | Avaliação Positiva |
|---|---|---|
| Dez/2023 | 48 % | 28 % |
| Jun/2024 | 45 % | 30 % |
| Jan/2025 | 42 % | 31 % |
| Mai/2026 | 39 % | 30 % |
Impacto político imediato
O recuo da desaprovação fortalece a narrativa de que as reformas econômicas do governo estão ganhando adesão popular. No Congresso, o governo tem usado o dado como argumento para avançar o pacote de desoneração fiscal e a reforma administrativa.
Repercussão no mercado financeiro
Investidores reagiram positivamente ao indicador, elevando o Ibovespa 1,2 % nas primeiras horas de negociação. A expectativa de menor turbulência política impulsionou a compra de ações de setores ligados à infraestrutura e energia renovável.
Reação do Executivo
Porta‑voz da Presidência destacou que a pesquisa confirma a eficácia das políticas de combate à inflação. O comunicado oficial ressaltou que a taxa Selic permanece em 10,75 % ao ano, dentro da meta de estabilidade de preços.
Posicionamento da oposição
Líderes da bancada conservadora questionaram a metodologia, alegando subrepresentatividade das regiões Norte e Centro‑Oeste. Em entrevista ao programa de TV, o senador Jair Bolsonaro Jr. afirmou que "os números não refletem a realidade dos brasileiros fora dos grandes centros".
Análise de especialistas em opinião pública
Professora de ciência política da USP, Dra. Marina Ribeiro, aponta que a queda da desaprovação está correlacionada ao aumento da confiança nos programas sociais. Segundo o estudo, 62 % dos eleitores que consideram o governo "bom" citam o Bolsa Família ampliado como principal fator.
Implicações legislativas e eleitorais
Com as eleições municipais de 2026 a menos de seis meses, o resultado da Datafolha pode influenciar a alocação de recursos de campanha. Partidos aliados ao Executivo tendem a intensificar a presença nas capitais, enquanto a oposição pode redirecionar esforços para áreas onde a desaprovação permanece acima de 45 %.
Perspectivas para o segundo semestre
Analistas de mercado preveem que a estabilidade da aprovação pode reduzir a volatilidade da taxa de câmbio. O dólar, que tem se mantido próximo a R$ 5,20, pode experimentar leves ajustes caso a confiança do eleitorado continue em alta.
A Visão do Especialista
O economista-chefe da B3, Carlos Alberto Silva, conclui que a diminuição da avaliação negativa representa um sinal de que as reformas estruturais estão sendo absorvidas pelo eleitorado, mas alerta para a necessidade de manutenção da disciplina fiscal. "Sem um controle rigoroso dos gastos públicos, a confiança pode ser revertida rapidamente, impactando tanto a política quanto o mercado", enfatiza.
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