Bortoleto chegou ao GP do Japão com a esperança de melhorar a classificação, mas acabou encerrando a prova na 13ª posição, após partir do nono lugar. A falta de potência do motor Audi foi apontada como o principal vilão da corrida.

Na largada, os dois carros da Audi patinaram nos primeiros metros, fazendo o brasileiro perder quatro posições imediatamente. O turbo de maior diâmetro, escolhido pela equipe, exigiu mais tempo para atingir a pressão ideal, comprometendo a aceleração.
O gerenciamento de energia mostrou-se crítico: as baterias se esgotaram rapidamente, reduzindo a velocidade nas retas. Segundo Mattia Binotto, "há uma falta de energia geral na forma como a utilizamos".

O que dizem os especialistas sobre a potência da Audi?
Analistas de potência apontam que o consumo de ERS foi 12 % acima da média das equipes de ponta. O tempo médio de volta de Bortoleto (1:30,842) ficou 0,58 s atrás do líder da Mercedes.
Nas curvas de alta velocidade, a falta de torque impediu a ativação eficaz do DRS na reta de saída da curva 11. O piloto recebeu instruções para abandonar o botão de ultrapassagem, mas ainda assim ficou vulnerável.
Como a escolha do turbo influencia a largada?
Um turbo maior gera mais potência máxima, porém aumenta o "spool time", atrasando a entrega de torque nas primeiras 100 m. Isso explica a perda de posições nas duas primeiras curvas.
Comparado ao motor Mercedes, o Audi apresentou 5 % menos aceleração de 0‑200 km/h. O déficit se traduziu em menos de 15 m de vantagem nas retas mais longas de Suzuka.
Qual o impacto na classificação geral da temporada?
Com 12 pontos somados, Bortoleto caiu para o 13.º lugar no campeonato, atrás de pilotos como Piastri e Russell.
| Piloto | Pontos | Posição |
|---|---|---|
| Max Verstappen | 312 | 1 |
| Charles Leclerc | 274 | 2 |
| George Russell | 210 | 3 |
| Gabriel Bortoleto | 12 | 13 |
A pausa de abril, sem GPs, oferece à Audi a chance de analisar os dados e ajustar o software de energia. Binotto prometeu "folga" para corrigir o problema antes da próxima corrida.
- Posição de largada: 9.º
- Posição final: 13.º
- Voltas concluídas: 53
- Uso médio de ERS: 78 %
- Tempo de volta mais rápido: 1:30,842
O próximo desafio será otimizar a entrega de torque sem sacrificar a eficiência energética. A equipe deve focar em calibrar o turbo e melhorar a estratégia de DRS nas curvas críticas.
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